A visão sobre as empresas de saúde ainda é cautelosa. A avaliação é de um relatório do banco Safra sobre dados da judicialização do setor apresentadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para o banco de investimentos, a melhora no mês de fevereiro foi apenas uma pausa, e não uma inflexão na tendência, em linha com os meses de queda anual registrados em meados de 2025.
“Dentro da cobertura do setor de saúde, a Hapvida (HAPV3) é vista como a operadora mais exposta à judicialização, e a recomendação neutra para as ações foi mantida”, diz trecho do relatório.
Segundo o relatório do Safra, os processos encerrados também avançaram de forma significativa, alcançando 29,6 mil casos, com alta de 28% na comparação mensal e de 21% na anual.
“Embora esse movimento pudesse ser interpretado como positivo para as operadoras, o volume de novas ações continuou superando o de resoluções, mantendo a trajetória de crescimento do estoque de processos observada nos últimos anos”, avaliou o banco.
Dados do CNJ
O CNJ divulgou os dados de judicialização da saúde referentes a março de 2026, acompanhados como um indicador da pressão judicial sobre as operadoras do setor. O número de novos processos atingiu 31,2 mil, alta de 19% tanto na comparação mensal (ante 26,3 mil em fevereiro) quanto anual (ante 26,2 mil em março de 2025).
O resultado representa o maior patamar para meses de março desde pelo menos 2021 e se aproxima do limite superior observado nos últimos cinco anos, ficando abaixo apenas do pico de 33 mil casos registrado no terceiro trimestre de 2025.
Segundo o Safra, a deterioração é considerada relevante porque fevereiro havia mostrado queda anual de 4%, a primeira leitura negativa em quase um ano e um possível sinal de moderação, movimento que foi revertido em março.
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