O BTG Pactual (BPAC11) divulgou um relatório sobre varejo e consumo e mostra que a Shopee busca fortalecer sua presença no Brasil diante de uma concorrência mais acirrada, principalmente após a chegada da Temu.
A Shopee está operando no Brasil desde 2019, e a administração diz que 90% de seus vendedores são locais e 80% dos produtos vendidos na plataforma são fabricados no Brasil, o que lhe dá uma vantagem competitiva em relação ao imposto de importação de 20% recentemente aprovado para remessas internacionais abaixo de US$ 50.
O relatório mostra que a Shopee também continua a investir em logística. Entre outras medidas, a empresa visa reduzir o tempo de envio no Brasil e recentemente abriu um novo centro de distribuição no Rio Grande do Sul, aumentando sua capacidade no Sul em 60% e expandindo sua área de serviço nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para mais de 600 municípios, conforme publicado pelo jornal Valor Econômico.
No mês passado, a Shopee também lançou novas rotas de remessa no estado de São Paulo (responsável pela maior parte de seu GMV), com o objetivo de reduzir o tempo de remessa na região para um dia e potencialmente permitir a expansão de seu sortimento para novas categorias, como alimentos não perecíveis. Enquanto isso, os eletrônicos continuam a ganhar participação e o vestuário permanece como a principal categoria da Shopee no Brasil.
Varejo e consumo: dilema no e-commerce e perspectivas
Segundo o relatório, o dilema recorrente do e-commerce no Brasil significa uma escolha entre crescimento e lucratividade.
“Continuamos a ver três tendências para o e-commerce no Brasil: crescimento mais lento do GMV, refletindo menos renda disponível e restrições de capital; foco na lucratividade (= menos foco em categorias não lucrativas, principalmente aquelas com tíquetes médios mais baixos e take rates mais altos) e preservação de caixa; e maior consolidação do mercado entre alguns poucos players, um processo que ainda deve se acelerar devido ao cenário macro desfavorável”, diz trecho do relatório.
Para o 2TRI24, o banco de investimentos espera que o GMV online do Magazine Luiza (MGLU3) cresça 3%. Enquanto isso, prevêm também que a operação do Mercado Livre (MELI34) expandirá o GMV online em 22%. Por fim, na Casas Bahia (BHIA3), o GMV online deve cair 18%, com a margem EBITDA crescendo 20bps a/a para 6,5%, segundo o relatório.
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