A venda de lojas da rede Hortifruti Natural da Terra em São Paulo, pela Americanas (AMER3), para a Oba Hortifruti, pode representar um passo estratégico da varejista rumo à sua reorganização e, principalmente, à recuperação da confiança junto ao mercado. A análise é da Levante, que divulgou relatório sobre o tema.
O relatório diz ainda que a transação também evidencia como o segmento de varejo alimentar segue passando por consolidação e revisão de posicionamento competitivo, especialmente em nichos premium e regionais.
“Para o Oba Hortifruti, a aquisição pode representar ganho de escala e fortalecimento de presença em São Paulo, enquanto para a Americanas o movimento reforça a prioridade atual de estabilização financeira em detrimento de expansão”, diz parte do relatório.
Entenda a venda
A Americanas informou ontem a venda da totalidade dos ativos ligados à operação de 10 lojas deficitárias da bandeira Hortifruti Natural da Terra no estado de São Paulo.
Segundo comunicado divulgado pela companhia, a transação faz parte das medidas previstas no plano de recuperação judicial da varejista. O acordo prevê a alienação integral dos ativos utilizados nas unidades, incluindo estruturas operacionais vinculadas às lojas negociadas.
O valor da operação foi fixado em R$ 69,3 milhões, sujeito a ajustes previstos contratualmente. A conclusão do negócio, no entanto, ainda depende do cumprimento de condições precedentes, entre elas a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
De acordo com os termos estabelecidos entre as partes, o pagamento será dividido em duas etapas. A primeira parcela, de R$ 10,395 milhões, será quitada à vista na data de fechamento da operação. O valor restante será pago em 24 parcelas mensais, iguais e sucessivas.
A Americanas informou ainda que as parcelas futuras serão corrigidas pela variação positiva do CDI entre a data de fechamento e o efetivo pagamento. O vencimento da primeira prestação ocorrerá em até 30 dias após a conclusão da operação.
Também ontem, a Americanas divulgou seu balanço financeiro do primeiro trimestre do ano. A varejista encerrou o período com prejuízo líquido de R$ 329 milhões, reduzindo as perdas em relação ao prejuízo de R$ 496 milhões registrado no mesmo trimestre do ano anterior.






