A Tenda (TEND3) passou a integrar o Ibovespa nesta terça-feira (8), com a entrada em vigor da nova carteira teórica do índice. A construtora apareceu nas três prévias divulgadas pela B3 ao longo de agosto, o que praticamente carimbou a vaga antes do anúncio final.
O passaporte foi o desempenho das ações. O papel acumula alta de quase 50% em 2026 e cumpriu os critérios de liquidez e volume de negociação exigidos para compor o principal índice da bolsa brasileira.
O mesmo rebalanceamento tirou duas companhias da carteira: PetroReconcavo (RECV3) e SLC Agrícola (SLCE3) deixaram o Ibovespa.
“O volume financeiro médio diário chegou a R$ 87 milhões nos últimos três meses, e essa melhora de liquidez, somada à valorização das ações, tornava a inclusão bastante previsível”, afirma Bruno Mendonça, analista do Bradesco BBI.
A entrada no índice, contudo, não mexe na operação da companhia. O que muda é o público que passa a olhar para o papel, já que fundos indexados e investidores estrangeiros costumam usar a composição do Ibovespa como referência de alocação.
“A inclusão não altera os fundamentos da Tenda. O efeito prático está no aumento da liquidez e na visibilidade que a companhia ganha a partir de agora”, observa Ricardo França, analista da Ágora Investimentos.






