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Tenda dobra lucro no 2º trimestre e ações sobem 6%

Tenda dobra lucro no 2º trimestre e ações sobem 6%

Companhia elevou a projeção de lucro consolidado de 2026 para a faixa de R$ 600 milhões a R$ 660 milhões

A Tenda (TEND3) lucrou R$ 161 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 109% na comparação anual, e as ações sobem 6% em reação ao anúncio.

A receita líquida consolidada chegou a R$ 1,29 bilhão, crescimento de 30% em um ano e de 9% ante o trimestre anterior. O Ebitda ajustado somou R$ 275 milhões, avanço de 65%, e ficou 12% acima do projetado pela XP Investimentos.

A margem bruta ajustada foi o destaque do balanço: 37,3%, ganho de 5,3 pontos percentuais em 12 meses e 4,1 pontos acima da projeção da XP. A margem reportada ficou em 35,7%.

“As margens das novas vendas da Tenda atingiram 37,4%, enquanto a margem ajustada do backlog alcançou 39%, uma expansão sequencial de 70 pontos-base”, escreveram Ygor Altero e João Rodrigues, analistas da XP.

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“A performance das margens brutas e do Ebitda ajustado compensou um reconhecimento de receita mais fraco e um resultado financeiro mais pressionado”, avaliaram Altero e Rodrigues.

Guidance de lucro sobe para até R$ 660 milhões

A construtora elevou a projeção de lucro consolidado ex-swap de 2026 para a faixa de R$ 600 milhões a R$ 660 milhões, ante R$ 520 milhões a R$ 600 milhões. As vendas líquidas da Tenda passaram a ser estimadas entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6,0 bilhões.

Na contramão, o Ebitda ajustado projetado para a Alea, marca de casas pré-fabricadas, caiu para o intervalo negativo de R$ 90 milhões a R$ 70 milhões. A geração operacional de caixa consolidada ficou em R$ 53 milhões, com dívida líquida sobre patrimônio líquido de 19,8%.

“A geração de caixa do negócio principal veio em R$ 7 milhões, ante nossa estimativa de R$ 19 milhões, refletindo pagamentos sazonais de bônus”, apontaram Rafael Rehder e Olavo Fleming, analistas do Banco Safra.

Safra vê múltiplo atrativo após queda das ações

O retorno sobre patrimônio líquido anualizado alcançou 41,9%, um ganho de 15,7 pontos percentuais em um ano. O Safra vê na carteira pro soluto, cerca de 39% dos recebíveis totais, a maior exposição do setor a uma piora na qualidade do crédito, ainda que amparada por provisionamento.

“A margem bruta acima do esperado se beneficiou do reconhecimento de economias de custo e deve normalizar adiante”, escreveram Rehder e Fleming.

“Após a recente queda das ações, vemos os papéis a atrativas 4,6 vezes o lucro projetado para o fim de 2027, o que justifica nossa recomendação de compra”, calcularam os analistas do Safra.