A Taesa (TAEE11) recebeu do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) os termos de liberação para a energização da Conversora Garabi 2, integrante do projeto de modernização da concessão Saíra Transmissora de Energia Elétrica.
Com a entrada em operação, o empreendimento adicionará aproximadamente R$ 24,2 milhões à Receita Anual Permitida (RAP) do ciclo 2026-2027. O valor, já acrescido de PIS/Cofins, representa 12% da RAP total da concessão e terá efeitos retroativos a 7 de agosto.
A RAP corresponde à remuneração regulatória que as transmissoras recebem pela disponibilidade de suas instalações. Dessa forma, a energização amplia a receita reconhecida pela concessão sem depender diretamente do volume de energia transportado.
Antes da liberação da Conversora Garabi 2, o projeto Saíra já contava com aproximadamente R$ 171,7 milhões em RAP habilitada. O montante incluía a parte operacional existente no momento do leilão, além de trechos energizados entre agosto de 2025 e abril de 2026.
Com a nova etapa, a receita permitida habilitada do empreendimento sobe para cerca de R$ 195,9 milhões, o equivalente a 97,5% da RAP total de R$ 200,8 milhões prevista para o ciclo atual.
Projeto Saíra foi antecipado em aproximadamente 20 meses
A Taesa entregou a Conversora Garabi 2 cerca de 20 meses antes do prazo regulatório definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), previsto para março de 2028.
Segundo a companhia, a antecipação reforça sua capacidade de execução e está alinhada aos pilares de crescimento sustentável, disciplina financeira, eficiência operacional e geração de valor.
O projeto Saíra corresponde ao lote 5 do leilão de transmissão nº 02/2022, realizado em dezembro de 2022. A concessão é integralmente controlada pela Taesa e possui Capex regulatório de aproximadamente R$ 1,18 bilhão.
O empreendimento está localizado nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com aproximadamente 743 quilômetros de linhas de transmissão e três subestações.
Uma delas é a Subestação Garabi, que possui conversoras do tipo back-to-back. A tecnologia permite conectar sistemas elétricos que operam com características distintas e viabiliza a importação e a exportação de energia entre Brasil e Argentina.
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