A Standard & Poor’s (S&P) reafirmou os ratings de crédito de emissor e de emissão do Magazine Luiza (MGLU3) em “brAA-”, na Escala Nacional Brasil. A avaliação veio acompanhada de perspectiva estável.
Segundo a agência, a classificação considera a expectativa de recuperação gradual das vendas do Magazine Luiza nos próximos meses, especialmente no comércio eletrônico. Entre os fatores estão as parcerias com Mercado Livre e Amazon e a menor concorrência em algumas regiões após o fechamento de algumas lojas das Casas Bahia (BHIA3).
No primeiro semestre de 2026, as vendas totais do Magazine Luiza somaram R$ 18,1 bilhões, queda de 2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi pressionado principalmente pelo recuo de 11,5% no e-commerce, parcialmente compensado pelo crescimento de 8,6% nas lojas físicas.
Projeção de receita líquida
A S&P projeta receita líquida de aproximadamente R$ 39 bilhões para o Magazine Luiza neste ano, alta de cerca de 1% sobre 2025. A agência estima crescimento de 6,5% nas vendas das lojas físicas, compensando parte da queda prevista de 3,5% no comércio eletrônico.
A parceria com o Mercado Livre é apontada como um dos fatores que podem contribuir para a recuperação das vendas online. O acordo envolve o estoque próprio do Magazine Luiza e produtos das marcas Época Cosméticos e KaBuM!, comercializados por meio de uma loja oficial da companhia na plataforma.
A menor presença das Casas Bahia também deve favorecer o Magazine Luiza em regiões onde houve fechamento de unidades da concorrente. A S&P estima sobreposição relevante entre as empresas e avalia que o aumento das vendas por loja pode contribuir para maior giro de estoques e diluição de custos.
A agência projeta margem Ebitda de aproximadamente 8% para o Magazine Luiza em 2026, ante 7,8% em 2025, e entre 8,3% e 8,5% nos anos seguintes. A expectativa é de que a recuperação das vendas e a disciplina no controle de despesas ampliem a geração de caixa.
A relação entre dívida líquida e Ebitda deve terminar 2026 em cerca de 4 vezes, acima da projeção anterior de 3,6 vezes. Para 2027 e 2028, porém, a S&P estima redução da alavancagem para uma faixa entre 3 e 3,5 vezes, impulsionada pela melhora operacional e pela geração de caixa.
A S&P também manteve em “br3” o rating de recuperação da 10ª e da 13ª emissões de debêntures senior unsecured do Magazine Luiza. A perspectiva estável reflete a expectativa de recuperação gradual das vendas e redução da alavancagem a partir de 2027, embora o ambiente continue desafiador para o varejo discricionário brasileiro.
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