O Santander (SANB11) revisou para baixo suas estimativas para a WEG (WEGE3) após um início de 2026 considerado desafiador, mas manteve a recomendação de compra para as ações da companhia, apostando em uma recuperação operacional entre o segundo semestre deste ano e o primeiro semestre de 2027.
O banco reduziu o preço-alvo para o fim de 2026 para R$ 66, refletindo principalmente os resultados mais fracos do primeiro trimestre e um cenário cambial menos favorável. As projeções de lucro por ação (LPA) para o período entre 2026 e 2028 foram cortadas em média em 8%.
Apesar da revisão negativa no curto prazo, os analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani avaliam que a companhia deve entrar em um novo ciclo de crescimento impulsionado pela forte carteira de pedidos de produtos de ciclo longo e pela expansão da capacidade operacional no segmento de transmissão e distribuição de energia elétrica.
Segundo o relatório, o mercado ainda pode promover novas revisões baixistas para os lucros de 2026 nos próximos meses. A estimativa do Santander para o LPA deste ano está cerca de 5% abaixo do consenso do mercado.
Recuperação esperada
Por outro lado, o banco projeta aceleração relevante dos resultados a partir do segundo semestre de 2026. A expectativa é de um crescimento anual composto (CAGR) de 20% no lucro por ação entre 2027 e 2028.
Esse avanço deve ser sustentado por expansão de receita na faixa de 14% a 16%, além de recuperação gradual das margens operacionais para aproximadamente 23%, com potencial de atingir perto de 24%, dependendo do mix de produtos vendidos pela companhia.
Na avaliação do Santander, a tese estrutural de longo prazo da WEG permanece intacta, especialmente pela exposição da empresa a investimentos em infraestrutura elétrica, eficiência energética e projetos industriais de maior complexidade.
Pressão de custos
Durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, a administração da WEG informou que realizou reajustes de preços em praticamente todas as geografias para compensar a alta das commodities. Nos Estados Unidos, contudo, os aumentos haviam sido implementados ainda no quarto trimestre de 2025.
A companhia também destacou que ampliou a contratação de mão de obra para preparar a expansão de capacidade que começará a entrar em operação no segundo semestre deste ano. Segundo a empresa, esse custo adicional deve ser gradualmente diluído entre o segundo semestre de 2026 e 2027.
Para o Santander, esses fatores devem contribuir para uma melhora gradual da rentabilidade nos próximos trimestres, reforçando a visão positiva para as ações no horizonte de longo prazo.
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