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Rumo: juros altos pode fazer empresa de logística colocar o pé no freio

Rumo: juros altos pode fazer empresa de logística colocar o pé no freio

A taxa de juros em 15%, obriga a Rumo (RAIL3) a pôr o pé no frio no que diz respeito aos investimentos (capex) em expansão

A taxa de juros em 15%, praticamente obriga a Rumo (RAIL3) a pôr o pé no frio no que diz respeito aos investimentos (capex) em expansão. Um relatório divulgado pelo banco Santander (SANB11), avalia que, se a empresa de logística conseguisse estender um de seus principais projetos de expansão para os próximos anos – pelo menos até 2031 – poderia obter uma economia de até R$ 5 bilhões.

Relatório do banco revela ainda que, com o atual custo de capital elevado e preços de frete mais desafiadores, postergar o capex de expansão pode ser uma alternativa para preservar o fluxo de caixa livre (FCL).

“Estimamos que a Rumo poderia economizar cerca de R$ 5,0 bilhões em FC L acumulado entre 2027 e 2031 (18% do valor de mercado) ao diluir o projeto Lucas do Rio Verde (LRV) em um horizonte de tempo mais longo. Caso a companhia cancelasse as próximas fases do projeto LRV, estimamos que passaria a gerar FC L positivo já em 2028 e entregaria rendimento de FCL de 9% no mesmo ano”, disse trecho do relatório, preparado pelos analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani.

Comportamento das ações Rumo, de um ano para cá.

Rumo (RAIL3): recomendação de compra

Com relação às exportações, é projetada uma queda de 6%, na comparação anual, nas exportações de grãos em 2025 -26, explicada principalmente pela menor produtividade das safras de soja e milho, após uma base de comparação elevada no ano anterior, o que pode impactar as atividades da Rumo.

“No entanto, a colheita de soja no Mato Gross o (MT) acaba de começar (primeiro dado divulgado em 9 de janeiro), e grande parte da produtividade e dos riscos para ambas as culturas (soja e milho) ainda precisa ser avaliada”, completa o Santander.

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Apesar das ressalvas, o Santander mantém recomendação de compra, com base em fatores como o valuation, que é considerado atraente (6,0x EV/EBITDA 2026 E); um importante ciclo de crescimento de volumes e capacidade entre 2026 e 2028, decorrente da conclusão dos investimentos realizados nos últimos cinco anos, aproximadamente; crescimento de longo prazo (CAGR de EBITDA em 10 anos de 10%); e ainda um potencial geração de FCL caso a companhia postergue parte de seu capex de expansão, como sugere o relatório do banco.

“Ressaltamos, contudo, que o setor agro apresenta desafios para 2026 (pressão na economia dos produtores e possível queda nas exportações de grãos do Mato Grosso), o que pode limitar o desempenho da ação no curto prazo”, diz outro trecho do relatório.

Embora mantenha recomendação de compra, o banco reduziu o preço-alvo de R$ 27 para R$ 22 para este ano.

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