O mercado reagiu muito mal aos resultados da Stone (STOC34) no quarto trimestre de 2025, divulgado nesta terça-feira (3), com as BDRs apresentando uma desvalorização de aproximadamente 15%.
“As despesas operacionais permaneceram elevadas, especialmente as comerciais (+16% ano a ano), ligadas ao reposicionamento da marca e maior rotatividade, pressionando margens apesar de ganhos de eficiência no lado do funding”, opinam os analistas da XP Investimentos.
O crescimento da carteira de crédito foi visto como robusto, mas veio acompanhado da deterioração esperada da qualidade dos ativos e do aumento das provisões, reforçando a necessidade de um escalonamento disciplinado do portfólio.
“Ainda assim, a empresa entregou um sólido crescimento do lucro líquido de 12% A/A (impulsionado por alíquotas de imposto menores) e melhora no EPS (Lucro por Ação), sinalizando que a monetização dos serviços financeiros está compensando cada vez mais a fraqueza no TPV (Valor Total de Pagamentos)”, escreveram Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti.
Guidance
Para o Safra, os resultados estiveram estritamente em linha com as estimativas e com o consenso do mercado, mas as projeções (guidance) são o principal catalisador da reação do mercado, sugerindo uma revisão para baixo dos lucros em função da pressão sobre as despesas operacionais nos próximos anos.
As faixas de lucro bruto para 2026 e 2027 são de R$ 6,6 bilhões a R$ 7 bilhões e de R$ 7,2 bilhões a R$ 8,3 bilhões, respectivamente. A estimativa do Safra corresponde aos pontos médio e superior, respectivamente.
Em relação ao lucro por ação ajustado, a empresa espera de R$ 10,8 a R$ 11,4 em 2026, e a projeção sugere um lucro líquido ajustado de R$ 2,55 bilhões a R$ 2,7 bilhões (+6% em relação ao ano anterior no ponto médio), “abaixo de nossa estimativa atual e do consenso fornecido pela empresa”, dizem os analistas Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre.
Por fim, usando 225 milhões de ações como base para a projeção de 2027 (a mesma estimativa para o final do período de 2026), o lucro líquido implícito é de R$ 2,75 bilhões a R$ 3,1 bilhões, alta de 12% em relação ao ano anterior.
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