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Log CP quer dobrar tamanho até 2030

Log CP quer dobrar tamanho até 2030

Novo braço de gestão de ativos, seguros e fundos imobiliários deve responder por 16% do Ebitda em quatro anos, segundo projeções da própria companhia

A Log CP (LOGG3) realizou seu Investor Day 2026 e saiu com mensagens construtivas sobre demanda, execução e alocação de capital – mas com avaliações distintas entre os bancos que acompanham o papel.

O BTG Pactual manteve compra com preço-alvo de R$ 35, o mais otimista entre os três. O Safra também recomenda compra, com alvo de R$ 25. Já a XP ficou com neutro e alvo de R$ 26,50, reconhecendo os fundamentos, mas sem ver assimetria suficiente para uma posição mais ativa.

Demanda no melhor momento da história

O pano de fundo operacional da Log é robusto.

A demanda continua forte, com migração para ativos de maior qualidade impulsionando novos projetos. O Nordeste se destaca como importante vetor de crescimento, combinando baixa oferta e demanda crescente”, sintetizam os analistas Ygor Altero e João Rodrigues, da XP.

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O Brasil ainda tem apenas 18% do estoque de galpões classificado como Classe A, segundo o Safra. Taxas de vacância estão em mínimas históricas, e os aluguéis continuam subindo.

“O setor logístico vive um momento sem precedentes: forte demanda do e-commerce, baixa vacância e aluguéis em alta dado o estoque limitado de ativos AAA”, destacam Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris, do BTG.

Plano LOG 2 Milhões

O programa de expansão da companhia prevê entregas de cerca de 500 mil m² por ano até 2030, com capex entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão financiado por reciclagem de ativos. A gestão acredita que o plano pode ser superado em até 10%, chegando a 2,2 milhões de m².

“Os executivos reforçaram que o mercado logístico brasileiro permanece significativamente subpenetrado em relação a mercados desenvolvidos, e a companhia continua vendo forte migração de galpões obsoletos para instalações modernas”, afirmam Rafael Rehder e Olavo Fleming, do Safra, que mantêm compra no papel.

LOG360: serviços e capital de terceiros como novos motores

O grande anúncio do evento foi a plataforma LOG360, que consolida as iniciativas de receita recorrente e asset-light da companhia.

A Log Capital — braço de gestão de ativos via FIIs e joint ventures — foi o destaque, junto com a criação de uma corretora de seguros e serviços de gestão de obras.

“O negócio de serviços da Log está escalando bem, e a companhia está expandindo essa plataforma com novas iniciativas — incluindo a Log Capital, que traz maior flexibilidade para reciclagem de ativos e cria uma nova fonte de receita recorrente”, avaliam os analistas do BTG.

A projeção da própria companhia é de crescimento de 500% na receita do LOG360 em quatro anos, com o segmento chegando a 16% do EBITDA consolidado e contribuindo para uma expansão de cerca de 10 pontos percentuais no ROE até 2030.