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Prévia da MRV no quarto trimestre mostra construção de bons números

Prévia da MRV no quarto trimestre mostra construção de bons números

O BTG Pactual (BPAC11) avaliou que os resultados operacionais da empresa de construção trouxeram mais dados positivos do que negativos

Os dados prévios da MRV (MRVE3) no quarto trimestre (4TRI25), saíram em linha com o esperado pelo mercado, tanto com relação às vendas líquidas do período quanto na geração de caixa.

O BTG Pactual (BPAC11) avaliou que os resultados operacionais da empresa de construção trouxeram mais dados positivos do que negativos. Entre eles, os números operacionais no Brasil, considerados sólidos (velocidade de vendas de 23%); e a geração de fluxo de caixa livre (FCF) positiva no país e acima do esperado.

“Esperamos uma reação positiva do mercado aos números do 4T e mantemos nossa recomendação de compra para as ações da MRV (a 6x P/L estimado para 2026). Acreditamos que o caminho para uma desalavancagem mais relevante será irregular, mas o potencial de valorização pode ser significativo quando esse processo se materializar, e a MRV começa a mostrar sinais de recuperação”, adiantou o BTG.

Ainda de acordo com o relatório BTG, após registrar queima de caixa nos últimos três trimestres, a MRV reportou geração de FCF de R$ 145 milhões nas operações brasileiras, detalhada da seguinte forma: geração R$ 175 milhões no segmento de baixa renda; queima de caixa de R$ 18 milhões na Luggo; e queima de caixa de R$ 12 milhões na Urba.

A MRV reportou lançamentos de R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre, com queda de 1% na comparação anual e desempenho abaixo das estimativas do BTG. As vendas líquidas totalizaram R$ 2,8 bilhões, recuo de 3%, também levemente abaixo do esperado.

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O segmento de baixa renda respondeu pela maior parte dos lançamentos e vendas, enquanto Urba e Sensia tiveram participação menor. A velocidade de vendas permaneceu sólida em 23%, estável em relação ao ano anterior. As operações no Brasil registraram geração de fluxo de caixa livre de R$ 145 milhões, revertendo o consumo de caixa observado nos trimestres anteriores.

MRB: banco Safra vê resultados sólidos

Relatório do banco Safra mostrou que a construtora entregou resultados operacionais sólidos, com lançamentos e vendas em linha com as estimativas. Somados à geração de caixa acima do esperado, esses fatores devem impulsionar uma reação positiva do mercado, conforme o banco prevê.

“Vale ressaltar que o desempenho ainda refletiu transferências não processadas de incentivos regionais, o que deve beneficiar o fluxo de caixa no primeiro trimestre do ano. Ainda assim, mantemos nossa recomendação Neutra para MRVE3, enquanto aguardamos avanços mais relevantes no processo de desalavancagem”, diz trecho do relatório.

Prêmio de 11% frente aos pares

O banco avalia ainda que as ações devem ser negociadas ao longo do ano com um múltiplo de 6,8x P/L, o que implica um prêmio de 11% em relação aos pares do setor, que apresentam menos gargalos operacionais.

A Ágora também mantém uma visão positiva após os dados apresentados pela construtora mineira. A casa de análise avaliou que o perfil de fluxo de caixa da subsidiária MRV Incorporação mostrou melhorias sólidas, superando a geração de caixa a partir da venda de contas a receber, o que é considerado um indicador positivo para a simplificação e desalavancagem da tese de investimentos.

No entanto, pelo lado das vendas e dos lançamentos, o desempenho foi considerado fraco, mas não preocupante (lançamentos 3% menor em base anual e vendas com 6% de crescimento), com o indicador VSO do trimestre em 24,2% (sendo 2,6 pontos percentuais maior no período).

“Esperamos uma reação positiva, impulsionada pela dinâmica da geração de caixa do negócio principal e das vendas de contas a receber no 4º trimestre de 2025, com o negócio principal ultrapassando a geração de caixa de vendas de recebíveis pela primeira vez em muito tempo”, aponta a Ágora.

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