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Petrobras: Veja 4 razões para comprar as ações agora, segundo o BTG

Petrobras: Veja 4 razões para comprar as ações agora, segundo o BTG

Além de fatores que vão do petróleo em alta, operações com custo baixo e integradas, as eleições podem elevar ainda mais as ações

O BTG Pactual elevou a recomendação da Petrobras (PETR3; PETR4) de neutro para outperform (compra) e aumentou o preço-alvo de US$ 15 para US$ 21 por ADR (PBR). O valor corresponde a um potencial de valorização de aproximadamente 18%. Além disso, as eleições poderiam elevar as ações para US$ 25, um potencial de 31%.

A decisão vem após uma alta de 56% no acumulado do ano – e os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha argumentam que, mesmo assim, o papel segue atrativo. Três razões sustentam a mudança.

“Vemos a Petrobras continuando a oferecer valor de escassez como uma das poucas empresas de energia integrada em mercados emergentes e estatais brasileiras listadas com perfil de investimento atrativo”, afirmam os analistas.

Entretanto, não é apenas o posicionamento estratégico que justifica a upgrade: a combinação do petróleo (Brent) a US$ 80 por barril e o reajuste nos preços domésticos de combustíveis muda materialmente o perfil de geração de caixa da companhia.

Produção robusta, caixa de volta

O segundo pilar da tese é operacional.

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“O perfil robusto de produção com baixo lifting cost coloca a Petrobras em posição única de comparação frente aos pares globais”, destacam Almeida e Cunha.

O BTG projeta produção de 2,5 milhões de barris por dia em 2026, com CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 3,3% entre 2025 e 2028 — ritmo semelhante ao de Exxon e Chevron, com a vantagem de ser um ativo de mercado emergente com custo estruturalmente mais baixo.

Contudo, é o terceiro fator que mais chama atenção.

“Com Brent a US$ 80 por barril e assumindo que os preços domésticos de combustíveis permanecem inalterados, estimamos que a Petrobras voltará a gerar caixas excedentes nos próximos trimestres, suportando FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre para o Acionista) de 10% e dividend yield (rendimento em dividendos) de 9% em 2026”, calculam os analistas.

Para 2027, com Brent a US$ 70, os números sobem para 13% e 11%, respectivamente – muito acima da média de 5,5% de retorno total ao acionista dos pares globais.

Eleições como catalisador extra

No entanto, há um quarto elemento na análise: as eleições presidenciais de 2026.

“Uma potencial redução no custo de capital próprio de 17% para 15% poderia gerar um re-rating significativo nas ações, que negociariam a valuations razoáveis mesmo acima de US$ 25 por ADR”, projetam Almeida e Cunha.

Os riscos existem.

“A Petrobras precisa de Brent de pelo menos US$ 65 a US$ 67 por barril para cobrir seus dividendos ordinários”, alertam os analistas.

Aquisições como etanol de milho e eventual participação na reestruturação da Braskem (BRKM5) também podem impactar o caixa no curto prazo. Entretanto, o cenário-base do BTG aponta para uma Petrobras bem posicionada para entregar retornos expressivos nos próximos dois anos.

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