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Petrobras (PETR3; PETR4) cai mais de 5%, com novos ruídos de interferência política

Petrobras (PETR3; PETR4) cai mais de 5%, com novos ruídos de interferência política

A ação preferencial da Petrobras (PETR4) caiu 5,19%, cotada a R$ 29,39%, no pregão desta quinta-feira (27), enquanto as ações ordinárias (PETR3) fecharam em queda de 5,63%, a R$ 32,52.

A queda se explica pela repercussão de sua prévia operacional divulgada na quarta (26), mas também pelo noticiário econômico que aponta para mudança na política de dividendos da empresa e também uma possível troca na diretoria da petroleira.

O relatório de produção da Petrobras no segundo trimestre (2TRI23) apontou novo recorde de produção no pré-sal, chegando a 2,6 milhões de barris de óleo equivalente por dia. No entanto, a produção média de óleo, LGN e gás natural alcançou 2,64 MMboed, 1,5% abaixo do 1TRI23. 

BTG (BPAC11) mantém neutralidade para Petrobras (PETR4) após a prévia operacional da petroleira do segundo trimestre do ano. O preço-alvo é de R$ 34.

O banco de investimentos informou que está menos pessimista em relação à Petrobras nos últimos meses, mas as vantagens potenciais não parecem mais tão claras quanto antes. E recomenda que os investidores esperem até que haja mais clareza sobre a alocação de capital da empresa.

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Paralelamente, o conselho da estatal se reúne amanhã e deve discutir política de dividendos e recompra de ações.

Atualmente, a empresa paga dividendos trimestralmente e está entre as maiores distribuidoras de proventos do mundo. Mas tal posição vem gerando críticas constantes do Governo.

“A Petrobras não pode ter um lucro de R$ 200 bilhões e distribuí-lo aos acionistas. As empresas brasileiras e os bancos brasileiros têm que pensar primeiro neste país, para depois pensarem nos seus lucros ou nos seus acionistas”, chegou a dizer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os analistas do Itaú BBA acreditam que, apesar do ruído político, a remuneração aos acionistas fique em linha com as grandes petroleiras pares da estatal.

Por fim, no final da tarde, a coluna de Roseann Kennedy no Estadão apontou que existe um movimento, dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), por mudanças na diretoria da companhia.

Segundo informa o jornal, fontes do Palácio do Planalto indicam que Lula não está satisfeito com o atual presidente da estatal, Jean Paul Prates. Para o presidente, Prates foi “capturado pelos interesses do mercado financeiro” e não tem atuado com vigor para utilizar as estatais em prol do desenvolvimento nacional, uma das premissas do desenvolvimentismo do PT.

Além disso, há a avaliação de que Prates não tem dado espaço para indicações do PT em postos importantes da companhia.

As mudanças de diretores na Petrobras fariam parte de um “pacote” maior do partido, que incluiria a indicação do ex-ministro Guido Mantega para a Vale (VALE3) e do economista Marcio Pochmann para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – sendo que esta última indicação foi confirmada hoje.

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