O BTG (BPAC11) mantém neutralidade para Petrobras (PETR4) após a prévia operacional da petroleira do segundo trimestre do ano. O preço-alvo é de R$ 34.
O banco de investimentos informou que está menos pessimista em relação à Petrobras nos últimos meses, mas as vantagens potenciais não parecem mais tão claras quanto antes. E recomenda que os investidores esperem até que haja mais clareza sobre a alocação de capital da empresa.
De acordo com relatório, a Petrobras continua sendo uma ação motivada pelo sentimento, oferecendo oportunidades de negociação quando o mercado oscila. Por enquanto, o banco informou que ficará à margem. Um risco indicado é o preço do petróleo, que subiu 15% no último mês.
“Enquanto alguns argumentam que isso pode causar ruído significativo sobre as políticas de preços de combustível, lembramos que a companhia ainda está exposta aos preços do petróleo, o que significa que o Brent mais alto sem dúvida abriria caminho para dividendos extraordinários até o final do ano”, diz trecho do relatório.
BTG (BPAC11): forte importação da gasolina resulta de preços mais baixos
A Petrobras iniciou a temporada de resultados do segundo trimestre, publicando dados de produção e vendas que já destacam a nova estratégia de preços de combustível da empresa. Como a companhia busca ganhar participação de mercado, sua taxa de utilização de refinaria disparou para 91%, o melhor desempenho desde o terceiro trimestre de 2015 (3TRI15).
Os fortes volumes de importação de gasolina (também os mais altos desde 2015) e as vendas de gasolina (alta de 5% frente ao 1TRI23 e de 16% ante o 2TRI23) provavelmente resultaram dos preços mais baixos da Petrobras em relação à paridade de importação no segundo trimestre, reforçando a vantagem competitiva do combustível fóssil sobre o etanol, segundo o BTG.
“Com a visibilidade da rentabilidade atual do negócio de refino ainda baixa, acreditamos que as margens do segmento serão um dos principais focos do mercado, possivelmente proporcionando uma melhor avaliação das intenções da administração em relação ao crescimento de market share”, diz trecho do relatório.
A divisão de E&P reportou uma produção de 2,6 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), uma queda considerada não preocupante de 1,4%, já que a produção do pré-sal não conseguiu compensar os declínios da produção onshore e pós-sal. No acumulado do ano, a produção consolidada da Petrobras está em 2,6 milhões de boe/d, em linha com o guidance.
Expectativa de resultado fraco
O BTG informou que está incorporando os resultados operacionais em seu modelo e publicando a prévia completa do 2TRI23. As quedas trimestrais de 5% e 15% nos preços do petróleo e dos combustíveis domésticos são os principais impulsionadores do declínio estimado de ebitda trimestral de 23% para R$ 57,1 bilhões (US$ 11,5 bilhões).
“As perdas de estoque também devem contribuir para o resultado mais fraco, compensando os custos competitivos de extração de US$ 7,4/boe. Também estamos estimando uma receita líquida de US$ 21 bilhões e lucros de US$ 5,3 bilhões”, completa o BTG.
Prévia da Petrobras
A Petrobras (PETR4) divulgou na noite desta quarta-feira (26) o relatório de produção e venda referente ao segundo trimestre de 2023.
De acordo com o documento, a produção no pré-sal bateu novo recorde trimestral de 2,06 milhões boed, o equivalente a 78% da produção total da Petrobras, superando o recorde anterior de 2,05 milhões boed no 1TRI23.
Também traz que a produção total operada pela Petrobras atingiu 3,69 milhões boed no mesmo período, 1,4% abaixo do 1TRI23, e acrescenta que no dia 7 de maio a companhia teve o primeiro óleo da plataforma (FPSO) Anna Nery, no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, primeira unidade do projeto de revitalização de Marlim e Voador, a entrar em operação.
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