Novos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) de empresas brasileiras listadas no exterior entram na lista da B3 ($B3SA3) a partir desta segunda-feira (24). Tratam-se da Sigma Lithium ($S2GM34), da Pátria Investimentos ($P2AX34) e da Afya Educacional ($A2FY34). As três empresas têm listagem na Nasdaq, nos Estados Unidos.
Os novos BDRs são não patrocinados, contam com o Banco B3 como depositário e possuem como lastro ações emitidas por essas empresas no exterior. Os BDRs correspondem a frações de ações das empresas e estão disponíveis também para a pessoa física.
Rogério Santana, diretor de relacionamento com clientes da B3, explica que os BDRs estão sendo muito bem-sucedidos em facilitar o acesso de investidores locais a ativos internacionais e também viabilizam o investimento em empresas brasileiras listadas fora do Brasil.
“Por meio dos BDRs, as ações dessas empresas estarão disponíveis para investidores brasileiros que muitas vezes também são seus clientes, conhecem bem o negócio, o setor de atuação e são impactados por essas companhias. Isso é muito positivo para a diversificação da base acionária dessas empresas”, comentou ele.
BDRs não patrocinados passam de 800
Atualmente, com mais três companhias, a bolsa brasileira conta com 828 BDRs listados não patrocinados. No primeiro semestre de 2023, o estoque de BDRs somava R$ 22 bilhões, com a participação de 2 milhões investidores, sendo 97% de pessoas físicas. Em comparação com o primeiro semestre de 2022, o número de investidores em BDR cresceu 28%.
A principal vantagem do BDR é que essa modalidade de produto facilita o investimento em ativos estrangeiros sem a necessidade de abrir conta fora do país, possibilitando ao investidor diversificar suas aplicações com menos burocracia, basta tem uma conta em uma corretora no Brasil.
Como funcionam e quais os tipos de BDRs
Na prática, os BDRs funcionam de forma parecida a um fundo de investimento. Isso porque, para comercializá-lo, a instituição emissora adquire diversas ações de empresas estrangeiras. Em seguida, monta uma espécie de “pacote” e vende partes dele aos investidores, assim como cotas de um fundo de investimento.
Ou seja, ao investir em um BDR, você não está, necessariamente, adquirindo uma ação cheia, mas sim parte do título.
Em relação aos tipos, os BDRs podem ser patrocinados e não-patrocinados. No caso dos patrocinados, é a própria companhia estrangeira que emite seus títulos no mercado brasileiro. Para fazer isso, ela mesma busca uma instituição depositária para colocar e acompanhar seus títulos no nosso mercado.
Os BDRs estão disponíveis para a pessoa física na B3 desde outubro de 2020. Emitidos no Brasil por instituições depositárias (bancos ou corretoras), eles possuem lastro em ativos listados fora do país, como ações de empresas e ETFs.
Já nos BDRs não-patrocinados (são a maioria), a empresa emissora das ações não possui nenhuma participação na sua venda. Nesse caso, é somente a instituição depositária a responsável por ofertar os títulos no mercado brasileiro.
Como comprar BDRs?
A B3 é a única entidade administradora que oferece os processos de negociação, liquidação e custódia de BDRs aqui no Brasil. A compra acontece de forma semelhante ao da compra de ações, por meio do home broker de uma corretora.
A vantagem de investir em BDR é que não precisa fazer operações de câmbio ou contas de custódia no exterior ou transferir recursos para fora do país.
É possível encontrar boas oportunidades no mercado internacional, em especial, no mercado americano, que tem uma grande fatia dos BDRs.
Portanto, é uma forma de balancear os resultados da carteira, diversificando investimentos em épocas em que os mercados locais de renda fixa e variável não estão indo muito bem.
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