A Taurus (TASA4) informou prejuízo líquido de R$ 36,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo o lucro líquido de R$ 18,6 milhões do mesmo período do ano passado. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (15), após o fechamento do mercado.
Enquanto isso, a receita operacional líquida chegou a R$ 354,9 milhões nos três primeiros meses deste ano frente a R$ 349,1 milhões do mesmo período de 2025. Isso representa uma leve variação positiva de 1,7%.
O Ebitda da companhia foi negativo em R$ 20,1 milhões nos três primeiros meses de 2026. No mesmo trimestre de 2025, o resultado havia sido positivo em R$ 7 milhões, revertendo então esse indicador.
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Produção no primeiro trimestre do ano
A Taurus produziu 157 mil armas no primeiro trimestre de 2026, volume que representa queda de 20,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre de 2025, porém, houve crescimento de 9,8%, indicando uma retomada gradual do nível de atividade.
Segundo a companhia, o avanço trimestral acompanha os primeiros sinais de estabilização observados em seus principais mercados, ainda que o ambiente de demanda permaneça mais moderado na comparação anual.
A fabricante destacou que mantém elevada flexibilidade operacional, sustentada pela presença industrial no Brasil e nos Estados Unidos, além da capacidade de adaptar rapidamente o mix de produção às condições de mercado.
De acordo com a Taurus, essa flexibilidade é apoiada pela estrutura industrial existente nos dois países e por um portfólio diversificado, composto por produtos que combinam tecnologia, qualidade e preços competitivos — característica considerada estratégica em um cenário de consumo mais seletivo.
Produção nos EUA supera Brasil
No primeiro trimestre, a produção nos Estados Unidos superou, pela primeira vez, o volume fabricado no Brasil, respondendo por cerca de 52% do total de armas produzidas pela companhia.
A Taurus afirmou que o movimento reflete a estratégia de internalização da montagem de pistolas adotada durante o período de vigência da tarifa de 50% nos Estados Unidos. As linhas de montagem permaneceram ativas no país para atender ao mercado local.
Além disso, a manutenção das linhas de montagem de revólveres nos Estados Unidos durante praticamente todo o trimestre também contribuiu para o maior volume produzido no país. Segundo a empresa, a reconcentração dessas operações no Brasil ocorreu apenas a partir de março.
A Taurus também informou que concedeu 15 dias de férias coletivas em janeiro na unidade brasileira, fator que impactou negativamente o volume de produção nacional no trimestre.






