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Itaú BBA troca Alphabet por Micron em carteira com 20 ações preferidas para julho

Itaú BBA troca Alphabet por Micron em carteira com 20 ações preferidas para julho

Banco trocou Alphabet por Micron no Radar de Preferências de julho, carteira com 20 ideias de investimento e exposição ao ciclo de IA e data centers

O Itaú BBA fez apenas uma alteração no Radar de Preferências de julho, carteira com 20 ideias de investimento da casa. A mudança foi no setor de tecnologia global, com a entrada da Micron (MUTC34) no lugar de Alphabet (GOGL34).

Segundo o relatório, a Micron foi incluída com recomendação de compra, preço atual de R$ 904,00 e preço alvo de R$ 1.476,56, o que representa potencial de valorização de 63,3%.

A tese do Itaú BBA se apoia na mudança de perfil da indústria de memórias, historicamente marcada por ciclos fortes de alta e baixa. Para a casa, a maior participação de clientes ligados a data centers pode tornar o setor menos cíclico, já que esses projetos demandam previsibilidade maior de fornecimento.

“Enxergamos potencial de valorização acima de 60% para a ação até o fim de 2026”, diz o Itaú BBA, em relatório.

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Micron entra no Radar de Preferências do Itaú BBA

A Micron é uma das maiores fabricantes de memória do mundo e a principal empresa norte-americana em um setor dominado por Samsung e SK Hynix, segundo o Itaú BBA. A companhia atua principalmente em DRAM, usada em computadores e servidores, e em soluções de armazenamento, como SSDs.

O banco destaca que, no passado, empresas de eletrônicos de consumo, especialmente fabricantes de smartphones, respondiam por boa parte da receita do setor. Agora, clientes de data centers ganharam peso e passaram a representar a maior parcela da receita e do crescimento esperado.

Para o Itaú BBA, a demanda por High Bandwidth Memory (HBM), produto usado em aplicações de inteligência artificial e data centers, deve sustentar a expansão da companhia. O relatório cita Nvidia e Google entre os clientes que reservaram capacidade produtiva para garantir o fornecimento de produtos de ponta.

A casa também aponta que as ações da Micron são negociadas a um múltiplo preço/lucro inferior a 8 vezes para o ano fiscal de 2027, patamar considerado atrativo diante da possível redução da ciclicidade do setor.

Radar de Preferências reúne 20 ideias de investimento

Com a troca de Alphabet por Micron, o Radar de Preferências do Itaú BBA segue composto por 20 ativos. A lista inclui nomes de setores como agronegócio, alimentos, bancos, construção civil, consumo, educação, saneamento, indústria, siderurgia, papel e celulose, saúde, financeiro, shoppings, tecnologia global, tecnologia local, aviação e fundos imobiliários.

Entre os ativos da carteira estão:

No desempenho desde a entrada na carteira, Vibra Energia aparece com a maior alta absoluta, de 56,4%. Em seguida estão Tenda, com avanço de 48,1%, Rede D’Or, com ganho de 44,6%, e Multiplan, com valorização de 33,1%.

Ânima, Panvel e Marcopolo têm maiores potenciais de valorização

Apesar da entrada da Micron ser a principal novidade do mês, o maior potencial de valorização estimado pelo Itaú BBA dentro do radar é de Ânima Educação. A ação tem preço atual de R$ 2,69 e preço justo de R$ 5,50, o que implica upside de 104,5%.

Na sequência aparecem Panvel, com potencial de alta de 75,3%, Marcopolo, com 68,9%, Grupo SBF, com 68,3%, e Micron, com 63,3%.

O Itaú BBA também vê potencial relevante para Suzano, com upside de 57,7%, Rede D’Or, com 53,8%, B3, com 52,5%, e JBS, com 50,7%.

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No caso de Ânima, o Itaú BBA aponta que a companhia pode se beneficiar de geração de caixa livre mais robusta nos próximos anos e de uma eventual queda de juros. A tese também considera a força da vertical de medicina, por meio da Inspirali, apesar de um ambiente mais desafiador no ensino a distância.

Em Panvel, a visão positiva está ligada ao setor de drogarias e ao crescimento das vendas de medicamentos GLP-1. O banco avalia que a normalização da oferta desses produtos pode apoiar a receita e destravar revisões positivas de lucro.

Já em Marcopolo, a tese combina valuation descontado, dividend yield próximo de 9% e possibilidade de elevação do payout. Ainda assim, o Itaú BBA reconhece que o curto prazo deve seguir mais desafiador, por causa da demanda doméstica mais fraca e da maior dependência das operações internacionais.