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Itaú BBA vê Gerdau e Klabin como destaques do 2T26; mineração deve pesar

Itaú BBA vê Gerdau e Klabin como destaques do 2T26; mineração deve pesar

Gerdau deve ter avanço operacional no Brasil e na América do Norte, enquanto Klabin tende a entregar resiliência com melhora nos preços da celulose

O Itaú BBA avalia que a temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 deve favorecer empresas dos setores de aço, papel e celulose, com Gerdau (GGBR4) e Klabin (KLBN11) entre os principais destaques positivos.

Na outra ponta, as mineradoras tendem a apresentar números mais pressionados, afetadas por custos mais altos, preços menores das commodities e câmbio menos favorável.

Para a Gerdau, o banco projeta Ebitda de R$ 3,28 bilhões no 2T26, alta de 11% em relação ao trimestre anterior. A expectativa considera melhora operacional tanto no Brasil quanto na América do Norte, dois mercados relevantes para a companhia.

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Gerdau deve liderar melhora no aço

No setor de siderurgia, a Gerdau aparece como o principal destaque positivo para o Itaú BBA. A companhia deve se beneficiar de uma combinação de volumes mais firmes, melhores margens e desempenho mais forte nas operações internacionais.

A CSN (CSNA3), por sua vez, deve ter uma leitura mais mista. Segundo o banco, a melhora relevante na divisão de aço deve compensar parcialmente a fraqueza esperada na área de mineração.

Já a Usiminas (USIM5) tende a apresentar estabilidade operacional, com o aço ajudando a neutralizar o desempenho mais fraco da mineração.

Klabin e Irani aparecem como destaques em papel e celulose

No setor de papel e celulose, o Itaú BBA espera resultados resilientes da Klabin. O Ebitda da companhia é estimado em R$ 1,73 bilhão no segundo trimestre, apoiado pela melhora nos preços da celulose e pela ausência da parada de manutenção da unidade de Monte Alegre, que havia afetado a base de comparação anterior.

A Irani (RANI3) também aparece entre os destaques positivos. O banco projeta Ebitda de R$ 130 milhões para a companhia, avanço de 14% na comparação trimestral. A estimativa é sustentada pela demanda resiliente por papelão ondulado.

Já a Suzano (SUZB3) deve enfrentar um trimestre mais pressionado. A avaliação do Itaú BBA considera menor volume de vendas, valorização do real e aumento dos custos operacionais, fatores que tendem a limitar a rentabilidade da companhia no período.

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Mineradoras devem sentir custos, câmbio e commodities

O cenário é mais desafiador para as empresas de mineração. Para a Vale (VALE3), o Itaú BBA estima Ebitda de US$ 3,63 bilhões no 2T26, queda de 7% frente ao trimestre anterior. A pressão deve vir principalmente de custos mais elevados e da valorização do real.

A CSN Mineração (CMIN3) deve registrar recuo mais intenso. A projeção do banco é de Ebitda de R$ 900 milhões, queda de 37% na comparação trimestral, refletindo preços menores do minério de ferro e aumento dos custos logísticos.

A Aura Minerals (AURA33) também deve apresentar retração. O Itaú BBA espera Ebitda de US$ 193 milhões, queda de 21%, impactada por preços realizados menores do ouro, redução da produção e custos mais altos.