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Weg: BofA está mais conversador com as ações

Weg: BofA está mais conversador com as ações

Expansão de capacidade em T&D deve pressionar margens EBITDA em cerca de 1 ponto percentual no segundo semestre de 2026

O Bank of America revisou suas estimativas para a Weg (WEGE3) nesta quarta-feira (1º), adotando uma perspectiva mais conservadora para a expansão de capacidade em Transmissão e Distribuição (T&D) da companhia, e manteve recomendação neutra para o papel com preço-alvo de R$ 53. A análise aponta que o processo de expansão deve pressionar as margens no segundo semestre de 2026 antes de se tornar um catalisador positivo em 2028.

A expansão de capacidade em T&D deve pesar nas margens do segundo semestre de 2027 antes de se tornar um vento favorável em 2028“, avaliaram os analistas Rogerio Araujo e Gabriel Frazao, do Bank of America.

A Weg deve adicionar capacidade no Brasil no terceiro e quarto trimestres de 2026, seguida por México e Colômbia no início de 2027, dobrando sua capacidade em T&D — segmento que hoje representa mais de 20% da receita da companhia.

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Pressão de margem no curto prazo antes da colheita

O impacto da expansão nas margens é o principal ponto de atenção do relatório.

“Estimamos que a expansão pode pesar nas margens EBITDA do segundo semestre de 2026 em cerca de 1 ponto percentual, aproximando-as da extremidade inferior do intervalo histórico recente de 22% a 23% da companhia”, destacaram Araujo e Frazao.

Parte dos custos fixos — especialmente de pessoal — deve ser incorrida antes do pleno reconhecimento de receitas, gerando pressão temporária sobre a rentabilidade.

A pressão, contudo, deve ser parcialmente mitigada pelo modelo de reconhecimento de receita por porcentagem de conclusão (PoC) adotado para equipamentos de ciclo longo.

Acreditamos que uma parcela significativa do novo volume será de equipamentos de ciclo longo reconhecidos sob o método PoC, permitindo que a produção comece a fluir para receita e EBITDA no início da expansão“, explicaram os analistas.

A partir de 2028, a dinâmica se inverte: “estimamos que o headwind de aproximadamente 1 ponto percentual de margem do segundo semestre de 2026 poderia se transformar em um tailwind de aproximadamente 1 ponto percentual”, projetaram Araujo e Frazao.

Neutro com valuation já precificando o crescimento de médio prazo

O BofA reduziu ligeiramente o preço-alvo do ADR americano para US$ 10,30, ante US$ 10,60 anteriormente, em função da depreciação cambial do real.

A revisão mais conservadora da expansão em T&D e o aumento de 20 pontos-base no custo de capital próprio — para 10,6% — foram compensados por um real mais desvalorizado, que sustenta o crescimento de receita, e pela Selic mais alta, que beneficia o resultado financeiro dado que a Weg opera em posição de caixa líquido.

As margens devem se estabilizar gradualmente no segundo e terceiro trimestres de 2026, após a pressão do primeiro trimestre, beneficiadas por menor impacto tarifário americano, repasses de custos de cobre e melhor escala à medida que a produção se recupera.

“Reiteramos nossa recomendação neutra, com a ação negociando próxima à sua faixa histórica de P/L, a cerca de 25 vezes o lucro estimado para 2027”, concluíram os analistas Rogerio Araujo e Gabriel Frazao, do Bank of America, avaliando que o valuation atual já reflete adequadamente a narrativa de crescimento de médio prazo da companhia.