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Investidor europeu vai ampliar exposição ao Brasil, diz Itaú BBA

Investidor europeu vai ampliar exposição ao Brasil, diz Itaú BBA

O investidor europeu vai ampliar a exposição ao Brasil, segundo levantamento do Itaú BBA.

Em relatório encaminhado ao mercado, o banco de investimentos destaca que os europeus estão otimistas com o país e, por conta disso, os analistas veem espaço para um reposicionamento.

Na prática, o viés do investidor europeu é a mesma do investidor americano e se pauta no fim do ciclo de alta dos juros brasileiros.

O mercado financeiro já precificou que o Banco Central (BC) inicie o corte de juros a partir de agosto, ante previsão anterior que apontava para setembro. Ou seja, há aí uma antecipação.

Outro ponto que os europeus levam em consideração, segundo a análise do BBA, é uma falta de oportunidade em seus mercados de origens.

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Acontece que a inflação em toda a Europa está muito elevada, o que encarece o crédito e obriga a redução do consumo por parte da população comum.

Assim, os estoques nas fábricas começam a se elevar, e as corporações já visualizam a possibilidade de algum prejuízo, ou lucro menor, no horizonte. Com isso no radar, o investidor vai em busca de alternativas.

Nos mercados emergentes também há certo grau de escassez, mas que, no cenário atual, servirá para impulsionar os papéis das empresas listadas.

Na prática, significa dizer que por conta de uma demanda reprimida, por razões políticas e econômicas, a população dos países emergentes retraiu o consumo, mas, com a suposta virada de chave, o que se espera é que o mercado volte a se aquecer.

Para onde o investidor europeu está olhando

No relatório do BBA, o banco de investimentos cita positivamente o Assaí (ASAI3) e negativamente a Lojas Renner (LREN3), o que dá a entender que o consumo que se espera recairá sobre o varejo de alimentos e não necessariamente no de roupas.

Caso a caneta dos analistas do BBA esteja bem calibrada – e geralmente está – o investidor europeu deve estar atento, então, para os seguintes ativos:

  • Pão de Açúcar (PCAR3), de alimentos;
  • Carrefour Brasil (CRFB3), de alimentos;
  • JBS (JBSS3), de proteína;
  • Marfrig (MRFG3), de proteína;
  • Minerva (BEEF3), de proteína;
  • BRF (BRFS3), de alimentos.

Vale destacar que tanto a tendência quanto os ativos citados estão dentro de uma expectativa e que esta pode se confirmar, ou não.

Bolsa

Por volta das 15h12 a ação ASAI3 recuava 1,24%, cotada em R$ 13,54. Já a PCAR3 subia 1,39%, cotada em R$ 22,65, enquanto a CRFB3 caía 0,087%, cotada em R$ 11,51. Na sequência, a JBSS3 recuava 1,20%, cotada em R$ 17,36, e a MRFG3 caía 0,13%, cotada em R$ 7,51. Por fim, a ação BEEF3 caía 2,95%, cotada em R$ 9,88, e a BRFS3 caía 3,04%, cotada em R$ 9,58.