As montadoras chinesas chegaram – e continuam a aparecer – no território brasileiro pressionando os preços dos veículos usados, o que impacta diretamente no valor das ações da Localiza (RENT3) e da Movida (MOVI3).
As ações da Localiza têm queda de 25% em 2026, enquanto as da Movida recuam quase 32%. O Ibovespa acumula valorização de 3,6% no mesmo período.
Segundo o IBV Auto, os preços médios dos carros usados tiveram uma pequena alta de 0,07% em julho na comparação à alta de 0,57% registrada em junho. Já na janela de 12 meses, a alta acumulada é de 6,1%, recuando frente aos 6,87% registrados até junho.
As SUVs conseguiram obtiver um desempenho ainda pior.

Para se ter uma ideia do impacto da China no mercado brasileiro já é possível ter acesso a um modelo de entrada que acabou de sair da fábrica, como por exemplo o recém-lançado da BYD, o BYD Song Pro Hybrid Flex, a partir de R$ 176.990. Há poucos anos um modelo semelhante não saía por menos de R$ 250 mil.
Efeito Geely no mercado de usados

A Geely, em seu primeiro ano de operação no Brasil, conseguiu ter a melhor estreia de uma montadora chinesa no país, vendendo mais de 25 mil veículos, antecipando produção e vendas de novos modelos e, em julho desse ano se tornou uma das marcas mais vendidas do ano.
Esses novos modelos chineses conseguiram ampliar a concorrência e pressionar o mercado de carros usados, que tendem a diminuir o seu valor diante da disputa, estimula o aumento da depreciação de ambas as empresas.
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