O Bradesco BBI manteve a recomendação de compra para a Intelbras (INTB3), com preço-alvo de R$ 18,00 para o fim de 2027, após uma reunião com o presidente da companhia.
No encontro, o executivo reiterou a confiança nas oportunidades de crescimento de longo prazo do negócio. O tom construtivo se estendeu à trajetória de retorno sobre o capital investido.
“O ROIC deve continuar se expandindo”, escrevem Daniel Federle e Henrique Colla, do Bradesco BBI.
A companhia também sinalizou o destino de parte dos ganhos recentes de rentabilidade. Sem esses investimentos, a margem Ebitda ficaria acima das médias históricas, o que reforça a confiança do banco em projeções levemente superiores a esse patamar.
“Ao menos parte dos recentes ganhos de margem deve ser reinvestida em iniciativas de crescimento”, afirmam os analistas do Bradesco BBI.
Segurança limita a receita
O crescimento da divisão de segurança deve seguir contido pelo cenário macroeconômico adverso. Diante disso, o banco reduziu em 1% as estimativas de receita total da companhia.
A leitura da administração, porém, é de que o freio vem do ciclo, e não do negócio. A avaliação interna é de que a Intelbras ganhou participação de mercado no primeiro semestre.
“A administração não identifica problemas estruturais ou competitivos”, ponderam Daniel Federle e Henrique Colla.
Capital de giro pressiona no curto prazo
Há, contudo, pressões pontuais sobre o capital de giro. Entre elas estão a formação de estoques antes do período de seca em Manaus e a possibilidade de prazos de pagamento mais longos para distribuidores, o que levou o banco a elevar levemente essa linha nas projeções.
Nos múltiplos, a ação negocia a cerca de 7 vezes o preço sobre lucro (P/L) e oferece retorno de 10% sobre o fluxo de caixa livre ao acionista estimado para 2027.
As mudanças nas estimativas foram pequenas. Além do corte de 1% na receita, o banco ficou mais confiante nas margens de 2026 e dos anos seguintes.
“Uma distribuição maior de dividendos poderia atuar como catalisador para as ações”, escrevem Daniel Federle e Henrique Colla, do Bradesco BBI.






