As ações da Brisanet (BRST3) sobem 6% nesta quarta-feira, depois de a companhia reportar lucro líquido de R$ 26 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 36,6% ante o trimestre anterior.
“A Brisanet reportou um conjunto de resultados praticamente sem surpresas”, escrevem Carlos Sequeira, Osni Carfi e Bruno Ferreira, do BTG Pactual.
A receita líquida somou R$ 476 milhões, avanço de 16% em um ano e de 4,8% na comparação trimestral. O Ebitda ajustado chegou a R$ 200 milhões, alta de 11,8%, com margem de 42%, recuo de 1,6 ponto percentual em 12 meses.
O lucro veio acima do esperado pelas duas casas, ainda que parte do desempenho tenha vindo de um crédito tributário não recorrente. A depreciação e a amortização também ficaram abaixo da projeção da XP.

“No geral, a execução segue amplamente em linha com nossas expectativas”, afirmam Bernardo Guttmann e Luis Chagas, da XP.
Móvel puxa o crescimento
A base de telefonia móvel encerrou o trimestre com 1,07 milhão de clientes, com 116 mil adições líquidas, ante 101 mil no primeiro trimestre. A receita do segmento somou R$ 58,9 milhões, alta de 74,9% em um ano, e o ritmo seguiu em julho, com mais 38,6 mil clientes em 341 cidades.
“Mobile permaneceu como o principal motor de crescimento”, escrevem Bernardo Guttmann e Luis Chagas, da XP.
Na banda larga fixa, o crescimento ficou mais dependente de preço. O ARPU, a receita média por cliente, chegou a R$ 92,65, alta de 6,6% em um ano, enquanto o churn (taxa de cancelamento) recuou para 2,12%. O B2B faturou R$ 40,1 milhões, avanço de 17,7%.
“A monetização deve continuar como um importante indicador a ser monitorado”, ponderam os analistas da XP.
Investimentos dentro da meta
O capex somou R$ 169 milhões no trimestre, praticamente estável na comparação anual. No semestre, os investimentos chegaram a R$ 342 milhões, cerca de 49% do guidance de R$ 700 milhões para 2026. A alavancagem cedeu para 2,17 vezes o Ebitda, ante 2,24 vezes no primeiro trimestre.
“Os gastos seguem confortavelmente em linha com a meta do ano”, avaliam Carlos Sequeira, Osni Carfi e Bruno Ferreira, do BTG Pactual.
O BTG mantém recomendação de compra, mas lembra que a ação negocia com prêmio sobre outros provedores regionais. A visibilidade limitada da operação móvel e o plano de expansão no Centro-Oeste pesam na avaliação.
“Seguimos preferindo outros nomes para exposição ao setor”, escrevem os analistas do BTG Pactual.






