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Bradesco BBI vê exagero na queda das units do BTG Pactual

Bradesco BBI vê exagero na queda das units do BTG Pactual

Banco elevou a projeção de lucro do BTG em 2,4% para 2026, a R$ 20,7 bilhões, e em 1,3% para 2027, a R$ 23,4 bilhões

As units do BTG Pactual (BPAC11) recuaram 5,6% na sessão seguinte à divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. Para o Bradesco BBI, o movimento não se justifica.

“A reação negativa da ação parece exagerada”, escrevem Marcelo Mizrahi e Ricardo França, do Bradesco BBI.

A principal preocupação dos investidores esteve na qualidade do resultado. Na percepção do mercado, a forte contribuição da operação de crédito ao consumo teria salvado o trimestre.

Também pesaram os questionamentos feitos na teleconferência. Entraram na lista o desempenho dessa frente em um cenário macroeconômico mais cauteloso, os efeitos da consolidação da MeuTudo, a evolução dos spreads em crédito corporativo, a queda de 20% na carteira de pequenas e médias empresas e a piora dos indicadores de qualidade de ativos.

Gráfico com os números do resultado do 2º trimestre do BTG Pactual

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Estimativas revisadas para cima

O banco ajustou as projeções para 2026 e 2027. A leve redução na receita foi compensada por despesas operacionais menores, o que manteve o lucro antes dos impostos praticamente estável. Com uma alíquota efetiva mais baixa, o lucro líquido projetado subiu 2,4% em 2026, para R$ 20,7 bilhões, e 1,3% em 2027, para R$ 23,4 bilhões.

“A operação de crédito ao consumo deve continuar crescendo nos próximos trimestres”, afirmam Marcelo Mizrahi e Ricardo França.

Sobre o Banco Pan, a avaliação é de que a rentabilidade pode se aproximar dos níveis do BTG antes do previsto. No crédito corporativo, a retração da carteira de pequenas e médias empresas é atribuída a uma escolha da gestão diante da concorrência maior.

“A redução da carteira de pequenas e médias empresas refletiu uma decisão de gestão”, ponderam os analistas do Bradesco BBI.

Múltiplo de 8,3 vezes

A atividade mais fraca no mercado de capitais, por sua vez, pode abrir espaço para o avanço da carteira de grandes empresas. Persistem no radar as preocupações de curto prazo com crédito ao consumo, Banco Pan, provisões e crescimento menor em algumas linhas de negócios.

O Bradesco BBI mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 65,00 para o fim de 2027. A ação negocia a 8,3 vezes o lucro estimado para aquele ano, ainda com expansão de dois dígitos nos resultados, e o BTG segue como um dos nomes de maior assimetria de valuation no setor financeiro.

“Vemos o nível atual como um ponto de entrada atrativo”, escrevem Marcelo Mizrahi e Ricardo França, do Bradesco BBI.