As ações da Viveo (VVEO3) caem cerca de 3% nesta quarta-feira (12), após a divulgação do balanço do segundo trimestre. Para o Bradesco BBI, o resultado foi misto: a companhia conseguiu expandir a margem acima do esperado, mas a geração de caixa decepcionou e o endividamento aumentou.
A margem Ebitda ajustada da Viveo avançou 1,1 ponto percentual na comparação anual, para 7,4%, superando as estimativas do banco. O desempenho foi favorecido pela expansão da margem bruta em todas as unidades de negócio, apoiada por um mix de produtos mais favorável, repasses de preços e ganhos operacionais.
Por outro lado, a geração de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) ficou negativa em R$ 47 milhões, enquanto o Bradesco BBI esperava geração positiva de R$ 36 milhões.
Segmento Hospitais e Clínicas é destaque
A receita líquida da Viveo avançou 3,4% no segundo trimestre, em linha com as projeções e acima do crescimento de 1,7% registrado no primeiro trimestre.
O principal destaque foi a unidade de Hospitais e Clínicas, responsável por 74% da receita total. O segmento cresceu 11% na comparação anual, impulsionado principalmente pelo aumento das vendas de medicamentos e pela evolução dos contratos com clientes estratégicos.
O desempenho, entretanto, foi parcialmente neutralizado pela fraqueza de outras áreas da companhia.
A divisão de Laboratórios e Vacinas apresentou queda de 23% em relação ao segundo trimestre de 2025. Segundo o BBI, o resultado foi afetado por uma base de comparação mais forte e pela incorporação de determinadas vacinas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O varejo permaneceu estável, enquanto a unidade de Serviços recuou 10%, refletindo ajustes no modelo de contratação de serviços de manipulação e uma demanda menor por soluções estéreis.
Margem melhora, mas caixa preocupa
Apesar do crescimento moderado da receita, a Viveo mostrou capacidade de melhorar a rentabilidade. A expansão da margem bruta em todas as unidades de negócio ajudou a elevar a margem Ebitda ajustada para 7,4%.
Para o BBI, o resultado demonstra que a companhia continua conseguindo capturar ganhos por meio de melhor mix comercial, disciplina de custos e eficiência operacional. As despesas comerciais também permaneceram estáveis como proporção da receita.
Outro indicador positivo foi o ciclo de caixa, que caiu quatro dias e chegou a 60 dias, dando continuidade à melhora observada desde o início do ano.
O problema ficou concentrado na geração de caixa. O FCFE negativo em R$ 47 milhões ficou R$ 83 milhões abaixo da expectativa do banco, que projetava geração positiva de R$ 36 milhões.
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