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Primeiro reajuste tarifário da Copasa após privatização é teste para tese de investimento

Primeiro reajuste tarifário da Copasa após privatização é teste para tese de investimento

A divulgação do índice está prevista para até 23 de dezembro de 2026, enquanto a aplicação das novas tarifas deverá ocorrer a partir de 22 de janeiro de 2027

O Bradesco BBI avalia que o primeiro reajuste tarifário da Copasa (CSMG3) após a privatização poderá funcionar como um importante evento de redução de riscos para a companhia, ao permitir uma primeira confirmação prática dos mecanismos regulatórios definidos na revisão tarifária de 2025. O banco estima um reajuste nominal médio de aproximadamente 6,7% para 2027 e elevou o preço-alvo da ação de acordo com as novas projeções, para R$ 78, reiterando a recomendação de compra.

Segundo o relatório, a Copasa deverá iniciar na próxima semana as discussões com a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG) sobre o reajuste tarifário anual. A divulgação do índice está prevista para até 23 de dezembro de 2026, enquanto a aplicação das novas tarifas deverá ocorrer a partir de 22 de janeiro de 2027.

O reajuste estimado pelo BBI é composto por uma inflação de 5,3% e um aumento real de 1,4%. Com isso, o banco projeta uma receita requerida de aproximadamente R$ 9,4 bilhões para 2027, acima da estimativa anterior, de R$ 9,1 bilhões.

Aplicação do reajuste acompanhada pelo mercado

O evento ganha relevância, segundo a instituição, porque será o primeiro reajuste realizado depois da privatização da Copasa. Embora as regras que orientam o processo tenham sido estabelecidas na revisão tarifária de 2025, a aplicação prática dos mecanismos regulatórios será acompanhada de perto pelo mercado.

A projeção do BBI está próxima do piso das estimativas atualmente observadas no mercado, que variam de aproximadamente 6% a 10%. O banco afirma que adotou uma abordagem conservadora em suas estimativas.

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Entre os componentes considerados no cálculo, o BBI estima cerca de R$ 199 milhões em compensação pelos investimentos que entraram em operação entre janeiro e junho de 2026. O banco também calcula aproximadamente R$ 175 milhões em bônus relacionados ao desempenho da companhia, vinculados a indicadores como redução das perdas de água, expansão da cobertura de esgoto e qualidade dos serviços.

Além do reajuste tarifário, o relatório mantém uma visão positiva sobre o potencial de ganhos de eficiência da Copasa após a privatização. O BBI, no entanto, adiou o início dos cortes de despesas operacionais que estavam previstos inicialmente para o quarto trimestre de 2026. Agora, a expectativa é que essas reduções comecem a aparecer a partir do segundo trimestre de 2027.

A projeção do banco é de uma redução acumulada de aproximadamente 35% nos custos operacionais por ligação em comparação com o nível registrado antes da privatização.

Com as estimativas atualizadas para o final de 2027, o Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Copasa para R$ 78 por ação. O banco manteve sua recomendação de compra para os papéis, destacando o reajuste tarifário e os ganhos potenciais de eficiência como elementos relevantes para a tese de investimento.

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