As perspectivas para as incorporadoras tendem a ser mais construtivas para as empresas voltadas à baixa renda. Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e Tenda (TEND3) são os nomes que devem ter um resultado mais positivo.
É o que prevê relatório da XP sobre os resultados das companhias desse setor que, como um todo, deve ter um trimestre misto, com resultados ainda bastante heterogêneos entre as empresas. No mercado de habitação popular, a demanda segue aquecida e o bom ritmo de execução das vendas deve continuar impulsionando o faturamento das construtoras. Apesar disso, a lucratividade ainda apresenta diferenças relevantes entre as empresas do setor.
“No segmento de média e alta renda, os resultados devem seguir mais dispersos, impulsionados pela aceleração do PoC (Percentage of Completion), cronograma de entregas e dinâmica de mix dos projetos. A Moura Dubeux (MDNE3) deve ser o principal destaque, sustentada por forte crescimento de lucros, enquanto a Cyrela (CYRE3) deve entregar mais um trimestre sólido”, diz trecho do relatório.
Para os demais nomes, a XP diz em seu relatório esperar resultados mais fracos, em função de menor reconhecimento de receita, pressão de margens e maiores despesas operacionais.
Atividade operacional em baixa renda
Entre as incorporadoras voltadas ao público de baixa renda, o relatório informou que o segmento deve reportar mais um trimestre de forte crescimento de receita, sustentado por demanda resiliente e volumes saudáveis de vendas.
A Cury deve continuar apresentando uma das estruturas de margem mais fortes do setor, enquanto a Tenda deve registrar o maior crescimento de lucro. A Direcional também deve reportar resultados sólidos, apoiados por crescimento saudável de receitas e rentabilidade sustentada, de acordo com o documento.
“Por outro lado, a MRV (MRVE3) deve continuar ficando para trás dos pares, refletindo o reconhecimento de impairment nas vendas da Resia e maiores despesas financeiras, enquanto a Plano & Plano (PLPL3) também deve apresentar desempenho inferior, em função da pressão sobre as margens brutas e de maiores despesas comerciais”, completa trecho do relatório.






