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Grupo GPS deve enfrentar ano de transição em 2026

Grupo GPS deve enfrentar ano de transição em 2026

Após uma rodada de reuniões com investidores institucionais (NDR), o Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra

O Grupo GPS (GGPS3) deve atravessar um restante de 2026 marcado por crescimento mais moderado e pressão sobre as margens, mas os fundamentos de longo prazo permanecem sólidos, segundo avaliação do Bradesco BBI. Após uma rodada de reuniões com investidores institucionais (NDR), o banco reiterou a recomendação de compra para as ações e manteve o preço-alvo de R$ 20.

Na visão dos analistas, embora o curto prazo seja mais desafiador, a companhia segue apoiada por três importantes vetores de criação de valor: a recuperação da rentabilidade da GRSA, uma estratégia disciplinada de aquisições e os potenciais benefícios da reforma tributária para o setor de terceirização.

O Grupo GPS projeta crescimento orgânico entre 6% e 8% em 2026. Segundo a administração, o desempenho continuará sendo impactado pela base de comparação mais forte da GRSA, empresa adquirida em 2024, que ainda passa por um processo de ajuste após renegociações de contratos realizadas em 2025. Desconsiderando esse efeito, o crescimento orgânico dos negócios legados ficaria entre 8% e 10%, indicando um ritmo mais robusto das operações históricas da companhia.

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Segundo semestre desafiador

A empresa também sinalizou um segundo semestre mais desafiador. De acordo com a administração, as eleições no Brasil e as incertezas geopolíticas podem tornar os clientes mais cautelosos na contratação de novos serviços ou na troca de fornecedores.

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O Bradesco BBI destaca que a GRSA continua sendo o principal fator de pressão sobre as margens no curto prazo. Parte do ajuste envolve contratos de facilities management, segmento que representava cerca de 15% da operação adquirida e apresentava rentabilidade abaixo do desejado. A companhia vem renegociando preços e condições comerciais para elevar a lucratividade dessa carteira.

Além disso, a inflação dos alimentos continua pressionando a operação da GRSA. Ainda assim, o banco observa que o ciclo anual de reajustes de contratos, iniciado em junho, e os ganhos de eficiência decorrentes da integração da empresa devem contribuir para uma recuperação gradual das margens até 2027.

Enquanto isso, os negócios legados do Grupo GPS seguem operando dentro dos níveis históricos de rentabilidade, com margens entre 10% e 11%, sem sinais relevantes de deterioração operacional, segundo o relatório.

Outro ponto destacado pelo Bradesco BBI é a disciplina da companhia na estratégia de fusões e aquisições. A administração afirmou que continuará priorizando ativos em segmentos nos quais já possui experiência operacional, evitando pagar múltiplos considerados elevados diante do atual custo de capital.

Para o banco, a reforma tributária também representa um importante catalisador de longo prazo. A expectativa é que as mudanças aumentem a competitividade da terceirização em relação à contratação direta de mão de obra, além de reduzir a vantagem de empresas menores e menos formalizadas.

Diante desse cenário, o Bradesco BBI avalia que, apesar dos ajustes esperados para 2026, a tese de investimento do Grupo GPS permanece atrativa, sustentada por perspectivas estruturais de crescimento e expansão de valor no longo prazo.