A carteira ETF Strategy, do BTG, manteve sua estratégia de alocação em ETFs (fundos negociados em bolsa) locais e BDRs de ETFs internacionais, com exposição a diferentes classes de ativos, como renda fixa, ações brasileiras e mercados globais. A decisão de manter a composição atual ocorre diante de um cenário marcado por incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos, inflação e o ambiente fiscal brasileiro.
Segundo o relatório da instituição, embora os dados recentes de atividade econômica e inflação tenham apresentado melhora, os riscos relacionados à possibilidade de retomada do aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed), aos efeitos do fenômeno El Niño e às incertezas fiscais ainda justificam uma postura defensiva na carteira.
Com isso, o BTG decidiu manter a alocação tática inalterada, com posições neutras em ativos pós-fixados, prefixados, ações e títulos indexados à inflação de curto prazo. A principal exposição continua concentrada em títulos de longo prazo atrelados ao IPCA, considerados atrativos pelo banco devido aos prêmios ainda elevados em relação à média histórica.
ETFs locais impulsionam resultado, enquanto ativos internacionais pressionam desempenho
Em julho, a carteira ETF Strategy registrou retorno de 0,70%, acumulando alta de 5,52% em 2026 e de 11,45% nos últimos 12 meses. O desempenho positivo foi favorecido principalmente pela parcela de ETFs locais, que contribuiu com alta de 1,04% no mês, apoiada pelo avanço da renda variável doméstica e pelo carrego da renda fixa.
Na contramão, a parcela internacional teve impacto negativo de 0,34% em julho, reduzindo sua contribuição acumulada no ano para 0,47%. De acordo com o BTG, o resultado foi influenciado principalmente pela valorização do real frente ao dólar e pelo desempenho mais fraco dos ativos de crescimento, pressionados pela abertura dos juros nos Estados Unidos.
Apesar da valorização acumulada, a carteira permanece abaixo do CDI, que registrou alta de 8,14% em 2026 e de 14,7% nos últimos 12 meses, beneficiado pelo cenário de juros domésticos elevados. A instituição destaca, no entanto, que o ETF Strategy segue acima do IHFA Anbima, índice de referência dos fundos multimercados, que acumula avanço de 1,63% no ano e 9,8% em 12 meses.
O BTG avalia que, diante das condições atuais de mercado e dos prêmios oferecidos pelos ativos de renda fixa, o custo de aguardar novos indicadores econômicos antes de realizar mudanças na estratégia permanece reduzido. Com isso, a carteira segue posicionada de forma mais defensiva, aguardando sinais mais claros sobre a trajetória dos juros no Brasil e no exterior.
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