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SLC deve registrar alta na receita no 2º TRI, com avanço nas vendas de algodão e soja

SLC deve registrar alta na receita no 2º TRI, com avanço nas vendas de algodão e soja

Expectativa é de crescimento da receita e do Ebitda, mas preços mais baixos de algumas commodities e incertezas climáticas devem limitar revisões nas projeções para a companhia

A SLC (SLCE3) deve apresentar crescimento de receita e lucro operacional no segundo trimestre, impulsionada pelo aumento dos volumes comercializados de algodão e soja, embora preços mais fracos de algumas commodities continuem pressionando parte da rentabilidade. O desempenho, no entanto, não deve ser suficiente para mudar de forma significativa a percepção do mercado sobre a companhia, que ainda enfrenta incertezas relacionadas ao cenário climático e aos custos da próxima safra.

De acordo com relatório assinado pelos analistas da XP, a expectativa é que a SLC registre receita líquida de R$ 2,1 bilhões no período, alta de 18% na comparação anual. O avanço seria sustentado principalmente pelo crescimento dos volumes vendidos de algodão e soja, favorecido pelo avanço da colheita em regiões de maior produtividade.

As vendas de algodão devem alcançar 109 mil toneladas, um crescimento de 43% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os embarques de soja são projetados em 570 mil toneladas, alta de 10% na mesma base de comparação. Parte desse desempenho, porém, tende a ser compensada pelos preços realizados mais baixos, sobretudo no algodão, à medida que a empresa continua comercializando estoques da safra 2024/25.

Projeção para o Ebitda

Para o Ebitda, a projeção é de R$ 614 milhões, avanço de 10% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. Apesar da melhora nas margens de algodão e soja, os analistas avaliam que a queda dos preços do milho deve limitar a expansão da rentabilidade, levando a uma margem Ebitda estimada em 29,2%.

Além dos resultados trimestrais, a estratégia de compras de insumos para a safra 2026/27 deve concentrar a atenção dos investidores. O principal foco está na aquisição de ureia, cujos preços dispararam após o início do conflito no Oriente Médio, mas recuaram ao longo do trimestre. O mercado buscará indicações de que a administração conseguiu contratar volumes em níveis mais competitivos.

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Na avaliação da XP, o trimestre não deve representar um catalisador para revisões relevantes nas estimativas para a SLC. Embora o cenário para grãos e algodão tenha se tornado um pouco mais favorável, as incertezas sobre a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño continuam limitando a visibilidade para as próximas safras. Com isso, a expectativa é que os investidores mantenham uma postura cautelosa até que haja maior clareza sobre o impacto desses fatores nos resultados da companhia.

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