O Ibovespa hoje encerrou o pregão desta quarta-feira (23) em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos, após oscilar entre a mínima de 185.676 e a máxima de 188.772 pontos. O volume financeiro movimentado na sessão somou R$ 20,8 bilhões.
O principal índice da bolsa brasileira acompanhou a piora do ambiente externo ao longo do dia, em meio à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e à preocupação dos investidores com a possibilidade de novos aumentos dos juros pelo Federal Reserve (Fed).
A pressão externa acabou prevalecendo sobre o desempenho positivo de algumas ações de grande peso no índice, especialmente as da Petrobras.
Ibovespa hoje: Petrobras limita queda
Entre as principais altas do pregão, Cosan ON liderou os ganhos, com valorização de 4,01%, a R$ 3,89. Na sequência apareceram Magazine Luiza ON, que subiu 3,73%, a R$ 6,10, e Vamos ON, com alta de 2,99%, a R$ 3,78.
As ações da Petrobras também tiveram desempenho positivo. Petrobras ON avançou 2,61%, a R$ 54,59, enquanto Petrobras PN ganhou 2,59%, a R$ 49,60.
O desempenho dos papéis da petroleira ajudou a limitar a intensidade da queda do Ibovespa.
Maiores quedas da Bolsa
Na ponta negativa do índice, Engie Brasil ON caiu 4,27%, a R$ 29,40, e Cogna ON recuou 4,17%, para R$ 2,30.
Também entre as maiores baixas ficaram Cury ON, com queda de 3,81%, a R$ 27,30; CSN ON, que perdeu 3,66%, a R$ 6,06; e RD Saúde ON, com baixa de 3,61%, a R$ 19,38.
O movimento refletiu um ambiente de maior aversão a ativos de risco, em linha com a piora observada nos mercados internacionais.
Wall Street recua com alta dos Treasuries
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários terminaram o dia em baixa. O movimento foi influenciado pela alta dos rendimentos dos Treasuries, que voltou a alimentar as preocupações sobre a trajetória dos juros americanos.
O S&P 500 caiu 0,75%, aos 7.706,03 pontos. O Dow Jones recuou 0,68%, encerrando a sessão aos 51.511,59 pontos, enquanto o Nasdaq teve baixa de 1,13%, aos 26.936,04 pontos.
A alta dos rendimentos dos títulos americanos aumentou a cautela dos investidores, que passaram a avaliar com maior atenção a possibilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve.
Nesse cenário, o custo de capital mais elevado pode reduzir a atratividade relativa de ativos de maior risco e pressionar os mercados acionários.
Leia também:






