O Ibovespa hoje encerrou o pregão em alta de 0,68%, aos 169.813 pontos, renovando o movimento positivo observado nas últimas sessões e terminando o dia próximo da marca psicológica dos 170 mil pontos. Ao longo do pregão, o principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 168.406 pontos e a máxima de 170.600 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 25 bilhões.
O desempenho da bolsa brasileira ocorreu em um dia de cenário misto nos mercados internacionais. Enquanto investidores monitoravam os desdobramentos das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e o possível avanço de negociações diplomáticas com os Estados Unidos, os índices de Wall Street encerraram o dia sem direção única.
Entre as maiores altas do Ibovespa hoje, destaque para as ações da Hapvida, que avançaram 4,50%, encerrando o dia a R$ 11,45.
Na sequência apareceram os papéis da Direcional Engenharia, com alta de 4,47%, e da Cury, que subiram 4,17%.
Também figuraram entre os destaques positivos as ações da Fleury, com valorização de 4,11%, e da Braskem, que avançaram 3,82%.
Do lado negativo, a maior queda do índice ficou com a Totvs, cujas ações recuaram 4,85%. Os papéis da Natura caíram 2,75%, enquanto a WEG perdeu 1,52%.
Entre as empresas ligadas ao petróleo, a Prio recuou 1,18%, refletindo a queda da commodity no mercado internacional. Já a Telefônica Brasil fechou em baixa de 1,14%.
Mercado acompanha petróleo e cenário externo
Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou 0,26%, enquanto o Dow Jones caiu 0,97%. Já o Nasdaq Composite conseguiu sustentar leve alta de 0,17%, apoiado por ações de tecnologia, embora o forte rali recente das empresas de semicondutores tenha perdido força ao longo da sessão.
Um dos principais fatores acompanhados pelos investidores foi a forte queda do petróleo. O barril do WTI fechou com recuo de 3,4%, cotado a US$ 88,20, após declarações do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, indicando um aumento significativo no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. O mercado também reagiu positivamente à afirmação do presidente Donald Trump de que um acordo entre Estados Unidos e Irã poderia ser alcançado em poucos dias, permitindo a reabertura da importante rota de exportação de petróleo.
A sessão foi marcada pela redução da aversão ao risco associada ao conflito no Oriente Médio. A perspectiva de uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz ajudou a aliviar as preocupações com o abastecimento global de petróleo, pressionando os preços da commodity e influenciando o comportamento dos ativos ao redor do mundo.
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