O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (21), com alta de 0,72%, cotado a R$ 5,4553. No dia, a moeda oscilou entre a máxima de R$ 5,4739 e a mínima de R$ 5,4739.
A sessão de hoje foi marcada pelo clima de maior aversão ao risco no exterior e a cautela com o cenário fiscal doméstico. O mercado aguarda a sanção do Orçamento de 2022 por Bolsonaro, que deverá trazer cortes de até R$ 9 bilhões para o governo conseguir fechar as contas do ano, de acordo com cálculos do ministério da Economia.
O mercado também esboçou preocupação com a PEC dos combustíveis, que deve ser apresentada pelo governo ao Senado no começo de fevereiro. A medida, que prevê corte de impostos federais, deve gerar em uma renúncia fiscal da ordem de R$ 50 bilhões.
- Segunda-feira (17): +0,24% a R$ 5,5266
- Terça-feira (18): +0,61% a R$ 5,5603
- Quarta-feira (19): -1,70% a 5,4659
- Quinta-feira (20): -0,90% a R$ 5,4165
- Sexta-feira (21): +0,72% a R$ 5,4553
- Semana: -1,03%
Cenário
A sexta-feira foi de agenda esvaziada tanto no Brasil quanto no exterior. Os investidores seguem em compasso de espera pela decisão do Federal Reserve (Fed), cujo comitê de política monetária (Fomc) se reúne terça e quarta-feira (25 e 26 de janeiro). A expectativa é que haja alguma sinalização quanto à subida de juros – as apostas vão de 0,25 a 0,50 ponto porcentual para março.
Ontem, os novos pedidos de seguro-desemprego seguiram a tendência mais negativa reportada nas últimas divulgações. Ainda assim, o dado (286 mil ante 231 mil da semana anterior) se mantém próximo do nível pré-pandemia.
Segue a tensão russa-ucraniana. Os EUA autorizaram ontem (20) os países bálticos a enviar armas para a Ucrânia. TantoEUA quanto países europeus prometem retaliar a Rússia via sanções caso a invasão se confirme.
Na frente da Covid, o governo britânico liberou a obrigação de uso de máscaras e passaporte vacinal em meio a queda acelerada de casos após o pico de ômicron. No Brasil, a expectativa é de que o pico da doença aconteça de duas a três semanas.
* Com BDM Online






