O Ibovespa hoje (9) fechou em queda de 0,93%, aos 185.629,04 pontos, e devolveu parte da alta de 1,20% registrada na sessão anterior. A Bolsa brasileira acompanhou a aversão ao risco no exterior, provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela volta do petróleo Brent ao patamar de US$ 100.
No cenário doméstico, a crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou a cautela dos investidores. As ações dos bancos e das varejistas exerceram pressão sobre o índice, enquanto a valorização da Petrobras (PETR4) evitou uma queda mais intensa.
O Ibovespa oscilou entre 184.810,27 e 187.362,44 pontos durante o pregão. O volume financeiro alcançou R$ 26,90 bilhões. Mesmo com a baixa desta quarta-feira, o índice acumula alta de 0,26% na semana, 4,63% em setembro e 15,21% em 2026.
Petróleo aumenta preocupação com inflação e juros
O petróleo Brent para outubro avançou 3,36%, a US$ 101,21 por barril. O WTI com o mesmo vencimento subiu 3,25%, para US$ 96,05. As cotações reagiram a novos ataques envolvendo Estados Unidos, Irã e embarcações no Oriente Médio, que ampliaram o receio de interrupções no fornecimento de energia.
Além do impacto direto sobre a inflação, o petróleo mais caro aumentou as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá elevar os juros na reunião da próxima semana. O avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano também reduziu o apetite por ativos de risco.
Em Nova York, o Dow Jones recuou 0,77%, o S&P 500 perdeu 0,48% e o Nasdaq caiu 0,64%. A piora externa também atingiu o câmbio brasileiro. O dólar comercial subiu 0,51% e encerrou cotado a R$ 5,112, depois de variar entre R$ 5,081 e R$ 5,115.
Os juros futuros avançaram ao longo da curva, em um ajuste após as quedas da véspera. No mercado doméstico, os investidores também acompanharam a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal, revertendo o afastamento determinado pelo ministro André Mendonça.
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Bancos e varejistas pressionam o Ibovespa
A alta do petróleo beneficiou as ações da Petrobras. Na reta final do pregão, PETR3 avançava 0,32%, enquanto PETR4 subia 0,58%. A valorização dos papéis ajudou a conter a queda do Ibovespa, já que a companhia possui participação relevante na composição do índice.
A Vale (VALE3), por outro lado, recuava 0,28%, acompanhando a baixa do minério de ferro. Entre as demais empresas de maior peso, Embraer (EMBJ3) avançava 1,08% e Suzano (SUZB3) registrava alta de 0,34%.
Os bancos ficaram entre as principais pressões negativas. Bradesco (BBDC4) recuava 2,41%, Banco do Brasil (BBAS3) perdia 2,30%, Santander (SANB11) caía 2,01% e Itaú Unibanco (ITUB4) apresentava baixa de 2%. As ações da B3 ($B3SA3) cediam 2,55%.
No varejo, Riachuelo (RIAA3) caía 4,97%, C&A (CEAB3) recuava 3,21%, Lojas Renner (LREN3) perdia 3,10% e Azzas 2154 (AZZA3) tinha baixa de 2,17%. Magazine Luiza (MGLU3) também operava no vermelho, com desvalorização de 2,74%.
Entre as small caps, SLC Agrícola (SLCE3) liderava os ganhos perto do fechamento, com alta de 5,82%, seguida pela Gafisa (GFSA3), que subia 4,76%. Na ponta negativa, Simpar (SIMH3) recuava 7,92% e Tenda (TEND3) perdia 6,43%.






