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Ibovespa hoje fecha em alta de 1,88% com apoio de Wall Street

Ibovespa hoje fecha em alta de 1,88% com apoio de Wall Street

Índice termina na máxima, aos 177,1 mil pontos, com dólar a R$ 5,06, juros futuros em queda e avanço de Petrobras e bancos

O Ibovespa hoje (30) fechou em alta de 1,88%, aos 177.158,86 pontos, exatamente na máxima do pregão. O principal índice da bolsa brasileira avançou 3.273,52 pontos em relação à abertura, com volume financeiro de R$ 16,1 bilhões.

Depois de marcar a mínima de 173.884,55 pontos no começo da sessão, o índice ganhou força acompanhando o avanço das bolsas de Nova York. A queda do dólar e dos juros futuros também favoreceu os ativos brasileiros.

Na semana, o Ibovespa acumula valorização de 1,79%. O índice sobe 2,98% em julho até esta quinta-feira e registra ganho de 9,95% em 2026.

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Dólar e juros recuam

No mercado de câmbio, o dólar comercial caiu 0,92%, cotado a R$ 5,061 na venda, no segundo pregão consecutivo de baixa. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,060 e R$ 5,106.

Os contratos de juros futuros também encerraram o dia em queda ao longo de toda a curva, acompanhando o ambiente mais favorável no exterior.

Na agenda doméstica, a taxa de desemprego recuou para 5,4% em junho. Os dados reforçaram a leitura de um mercado de trabalho ainda aquecido, embora com sinais graduais de moderação.

As contas públicas também ficaram no radar. O governo central registrou déficit primário de R$ 48,18 bilhões em junho, enquanto a dívida pública federal cresceu 2,61%, para R$ 9,27 trilhões. Já a arrecadação federal avançou 7,7%, para R$ 264,44 bilhões, recorde para o mês.

Entre as ações de maior peso, a Petrobras (PETR4) subiu 2%, apesar da queda do petróleo no mercado internacional. A Vale (VALE3) avançou 1,39% antes da divulgação de seu balanço do segundo trimestre.

Os bancos também contribuíram para a alta. Itaú (ITUB4) ganhou 2,20%, Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,97% e Bradesco (BBDC4) subiu 0,22%. Em sentido contrário, Santander (SANB11) caiu 1,48%, ainda pressionado pela repercussão de seus resultados.

A MBRF (MBRF3) liderou os ganhos do índice, com alta de 7,80%. Totvs (TOTS3) avançou 5,74%, Cogna (COGN3) ganhou 5,48% e Magazine Luiza (MGLU3) subiu 5,46%. A Motiva (MOTV3) valorizou 5,16% após a divulgação do balanço.

Na ponta negativa, a Usiminas (USIM5) recuou 9,25%, maior queda do pregão, apesar de ter triplicado o lucro no segundo trimestre. CSN (CSNA3) caiu 4,81% e CSN Mineração (CMIN3) perdeu 4,35%.

A Ambev (ABEV3) encerrou em alta de 0,38% após passar boa parte do pregão no campo negativo. A companhia registrou crescimento de 24,5% no lucro e anunciou R$ 1,1 bilhão em proventos.

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Wall Street avança

Em Nova York, os índices acionários subiram com o mercado reagindo aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e aos resultados de grandes empresas de tecnologia.

O Nasdaq avançou 2,78%, aos 25.122,18 pontos. O S&P 500 ganhou 1,67%, aos 7.437,98 pontos, enquanto o Dow Jones subiu 1,19%, aos 52.209,57 pontos.

O índice de preços de gastos com consumo, conhecido como PCE, apresentou deflação de 0,1% em junho. O núcleo do indicador avançou 0,1% no mês, abaixo da expectativa de 0,2%, fortalecendo a percepção de menor pressão inflacionária.

A leitura preliminar do Produto Interno Bruto mostrou crescimento de 1,5% da economia norte-americana no segundo trimestre, após avanço de 2,1% nos três primeiros meses do ano. Os pedidos semanais de seguro-desemprego somaram 197 mil, abaixo dos 201 mil esperados.

Os resultados de Microsoft e Meta também impulsionaram as empresas de tecnologia e ajudaram a sustentar o apetite por risco nos mercados internacionais.

No mercado de petróleo, o Brent para setembro caiu 1,88%, negociado a US$ 89,03 por barril. O WTI para o mesmo mês recuou 1,03%, para US$ 83,59.