O Ibovespa futuro opera em alta de 0,6% com as tensões no Estreito de Ormuz voltarando a comandar os mercados nesta quarta-feira (19). O petróleo sobe pouco mais de 1%, no quarto pregão seguido de alta, pelo receio de falta de oferta.
O movimento reforça a cautela antes da ata do Federal Reserve, que sai à tarde e pode calibrar as expectativas sobre os juros nos Estados Unidos.
Os futuros em Nova York operam perto da estabilidade, com S&P 500, Nasdaq e Dow Jones sem direção definida. As bolsas europeias recuam na maioria, e a Ásia fechou em baixa.
Ibovespa busca reação após 11 quedas seguidas
O dólar perde força ante moedas fortes e os rendimentos dos Treasuries cedem nos prazos curto e médio. O minério de ferro subiu 0,78% em Dalian, a US$ 105,57 a tonelada.
No Brasil, o ambiente externo tende a deixar o investidor mais seletivo, com efeito sobre Ibovespa, real e curva de juros. A saída de recursos estrangeiros da bolsa continua.
Análise técnica
O índice local equilibra a chance de recuperação técnica, após 11 pregões seguidos de queda, com a aversão global ao risco.
Pela leitura técnica da Ágora Investimentos, a força vendedora perde intensidade perto dos 164.700 pontos. Preservada essa faixa, abre-se espaço para um repique, o chamado pullback.
Na agenda doméstica ficam a segunda prévia do IGP-M, falas de autoridades econômicas, a rolagem de swaps cambiais e o fluxo cambial semanal.
A recomendação do dia da casa é a compra do BDR da Berkshire Hathaway (BERK34), recibo negociado na B3, entre 131,77 e 132,43. Os objetivos são 136,14 e 139,45, com stop em 129,49.






