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Ibovespa futuro: petróleo recua, mas Oriente Médio limita rali

Ibovespa futuro: petróleo recua, mas Oriente Médio limita rali

Brent fechou acima de US$ 100 na véspera, mas recua mais de 2% nesta sexta, aliviando pressão sobre inflação e juros globais

O Ibovespa futuro opera em queda de quase 1%, aos 176.500 pontos nesta sexta-feira (24), apesar de o recuo do petróleo oferecer algum alívio aos mercados globais, após o Brent ter fechado acima de US$ 100 por barril na véspera. No entanto, as tensões no Oriente Médio seguem limitando o apetite por risco antes do fim de semana, mantendo os investidores em postura cautelosa.

Nos Estados Unidos, os futuros de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones avançam de forma agregada, apoiados também pelo balanço positivo da Intel. Na Europa, as bolsas operam em alta. Já a Ásia fechou em queda, pressionada por ações de tecnologia e por temores em torno dos investimentos em inteligência artificial.

O dólar recua levemente ante moedas fortes, e os rendimentos dos Treasuries operam em queda — movimento que alivia parte da pressão sobre inflação e juros globais.

Brasil entre commodities e agenda local

No Brasil, o viés positivo das bolsas norte-americanas e europeias pode favorecer o Ibovespa. Contudo, a queda do petróleo e do minério de ferro deve limitar o apetite por risco em ativos ligados a commodities. O contrato futuro de minério de ferro para setembro de 2026 na Dalian Commodity Exchange fechou em queda de 0,13%, a US$ 110,19.

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No pré-mercado dos Estados Unidos, os ADRs da Vale têm leve alta, enquanto os da Petrobras corrigem após forte valorização recente, em linha com o ajuste das respectivas commodities.

O real e a curva de juros também seguem sensíveis ao exterior — o recuo do petróleo pode aliviar parte da pressão inflacionária, mas a guerra no Oriente Médio mantém a incerteza elevada.

Na agenda local, investidores acompanham as participações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do secretário do Tesouro, Dario Durigan, na Expert XP, além do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas. Também estão no radar as novas tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras e a possibilidade de resposta do governo por meio da Lei da Reciprocidade.

Resistência segue no radar

Do ponto de vista técnico, a Ágora Investimentos avalia que o Ibovespa realizou ajuste após a retomada anterior, mas mantém leitura construtiva no curto prazo enquanto sustentar a região das médias e, principalmente, a linha de tendência ascendente.

O índice permanece próximo à resistência de 178.220 pontos, cuja superação pode favorecer a continuidade da recuperação. A perda da faixa de 172.900 pontos pode indicar enfraquecimento no curtíssimo prazo, mas a leitura estrutural ficaria mais comprometida apenas abaixo dos 168 mil pontos.

Como recomendação do dia, a Ágora sugere compra de Sabesp (SBSP3) na faixa de R$ 29,13 a R$ 29,28, com primeiro objetivo em R$ 30,43 — ganho estimado entre 3,94% e 4,46% — e segundo objetivo em R$ 31,02, com potencial de valorização entre 5,96% e 6,49%. O stop de proteção fica em R$ 28,39, limitando a perda estimada entre 2,54% e 3,03%.

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