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Europa cai 38% e Estados Unidos recuam 14% nas exportações da Alpargatas

Europa cai 38% e Estados Unidos recuam 14% nas exportações da Alpargatas

Exportações da empresa somaram cerca de 3,9 milhões de pares entre junho e agosto, volume estável na comparação anual

As exportações da Alpargatas (ALPA4) somaram cerca de 3,9 milhões de pares entre junho e agosto, volume estável na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O número está em linha com o que a XP Investimentos projetava para o segundo semestre.

O dado representa uma melhora relevante em relação ao trimestre anterior, quando o recuo foi de 12%. Julho e agosto tiveram embarques mais fortes, que compensaram um junho fraco, o que sugere estabilização no ritmo de exportações.

“Enquanto os números recentes dos mercados de distribuidores internacionais foram positivos, a divisão internacional ainda deve entregar volumes praticamente estáveis no segundo semestre de 2026”, apontam Vitor Pini, Renan Sartorio e Tales Granello, analistas da XP Investimentos.

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Europa e Estados Unidos puxam para baixo

A Europa foi o destaque negativo. Os embarques para a região somaram cerca de 515 mil pares no trimestre, queda de 38% na comparação anual, o que reverte o ritmo forte observado nos meses anteriores. O peso relativamente pequeno da região no consolidado e a sazonalidade mais fraca do segundo semestre limitam o estrago.

Os Estados Unidos exportaram cerca de 422 mil pares no período, recuo de 14%, o que também inverte o desempenho positivo de abril a junho, quando o avanço havia sido de 12%.

“O desempenho mais fraco no trimestre reduz a probabilidade de um ciclo sustentado de recomposição de estoques pelo distribuidor americano”, observam Pini, Sartorio e Granello. Isso dá menos suporte a uma eventual surpresa positiva sobre os cerca de 2 milhões de pares esperados para o país em 2026.

Distribuidores internacionais seguram o consolidado

A maior região em termos absolutos foi a dos mercados de distribuidores internacionais, com cerca de 3,0 milhões de pares no trimestre, alta de 14%. As vendas nessa frente são mais distribuídas ao longo do ano e enfrentavam base de comparação difícil, o que torna a inflexão positiva mais relevante.

“A 12,4 vezes o lucro projetado para 2027, ante média de 7,8 vezes da nossa cobertura de consumo discricionário, acreditamos que o valuation atual já reflete boa parte da tese de investimento”, projetam Vitor Pini, Renan Sartorio e Tales Granello, analistas da XP Investimentos.

A análise se baseia em dados da Secex sobre exportação de chinelos, indicador que historicamente antecipa a direção dos volumes reportados pela companhia, sem ser um substituto perfeito.