O Ibovespa, um dos príncipais índices de referência da bolsa brasileira, está supostamente em viés de alta, conforme análise de especialistas e como é possível ver em gráfico.
Nos últimos três meses o Ibovespa deu um salto acima dos 20% e, para o fim de 2023, o índice deve encostar nos 127 mil pontos. O levantamento é do Valor Econômico.
Conforme o jornalão, para alcançar a pontuação o Ibovespa precisa subir 7,54% ante o nível atual. Já a mediana das estimativas é de 126 mil pontos, o que implica uma alta de 6,70%.
O periódico se pauta na média das projeções de 20 instituições financeiras consultadas, mas diz que falta entender se a “tão esperada recuperação de ativos sensíveis às taxas de juros será suficiente para ofuscar a insistente fraqueza das commodities”. Este é o setor com mais peso no índice.
Vale lembrar que o mercado financeiro já precificou que o início do corte de juros, no Brasil, deverá iniciar em agosto, ante projeção anterior que apontava para setembro. Ou seja, 30 dias mais cedo.
O Ibovespa pelo BTG
O BTG Pactual (BPAC11) já afirmava em fevereiro de 2023 que a bolsa brasileira estava barata, conforme opinião unânime dos participantes do CEO Conference, à época.
Também dizia, porém, que o patamar de juros inviabilizava considerer a bolsa de fato barata. Naquele período os analistas destacavam que era necessário a queda dos juros para que o risco de alocação em ações fosse diluído.
Ainda assim, os especialistas concordavam que as empresas estavam sendo negociadas a múltiplos baixos, e isso é, em tese, dizer que a bolsa está barata.
Revisão da meta de inflação
No evento também foi tratado acerca da revisão da meta de inflação, e boa parte dos temas discutidos lá parece que volta a emergir por estes dias, com a autoridade monetária dando a entender que em breve iniciará o corte dos juros, e o Conselho Monetário Internacional (CMN) formatando uma nova meta de inflação.
Na última semana os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) anunciaram a decisão de mudar o sistema de metas de inflação vigente há 24 anos e estabelecer que o Banco Central deve perseguir seu objetivo de forma contínua, e não mais anual. Além disso, foi determinado que o alvo para a variação de preços será de 3%.
Com a mudança, o BC precisará buscar o patamar de inflação estabelecido sem se vincular ao chamado ano-calendário —como ocorre hoje. A meta será considerada cumprida se o indicador ficar entre 1,5% e 4,5% (considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos).
IBOV
Por volta das 16h desta data o IBOV subia 1,31%, alcançando os 119.637,95 pontos. O índice reporta alta de 6,16% no período de um mês, e 14,85% no período de seis meses. Já no período de um ano o ativo reporta alta de 21,33%.

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