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Paulista e Rebouças ganham força com escassez de espaços na Faria Lima

Paulista e Rebouças ganham força com escassez de espaços na Faria Lima

A Faria Lima transbordou para regiões como Pinheiros e Rebouças, e o mercado começa a precificar esse deslocamento

A escassez de grandes lajes corporativas na Faria Lima está redirecionando a demanda para novos eixos em São Paulo.

Avenidas Paulista e Rebouças tornaram-se destinos cada vez mais procurados por empresas que não encontram espaço — ou não conseguem arcar com os preços — no principal corredor corporativo da cidade.

Os analistas Renato Chanes, Wellington Lourenço e Larissa Monte, do Bradesco BBI, são diretos:

“Estamos mais construtivos com imóveis no eixo Paulista e Rebouças neste momento.”

A avaliação reflete um movimento estrutural. A Faria Lima transbordou para regiões como Pinheiros e Rebouças, e o mercado começa a precificar esse deslocamento.

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Auri Faria Lima
(Imagem: Divulgação/ Auri Faria Lima)

Master devolve 22 mil m² em São Paulo

O episódio mais recente que ilustra essa dinâmica envolve o Banco Master, segundo o site Metro Quadrado.

Em abril, a instituição desocupou cerca de 14 mil metros quadrados no edifício Auri Plaza Faria Lima, na Vila Olímpia — ativo raro pelo porte, escasso no mercado paulistano atual. O banco pagava aproximadamente R$ 2,9 milhões por mês de aluguel pelo espaço.

Ao todo, o Master devolve 22 mil metros quadrados em São Paulo, incluindo 4,4 mil m² no Pátio Malzoni e 2,9 mil m² no B32, segundo dados da Newmark.

Apesar do volume expressivo, o mercado já sinalizou interesse. Duas empresas do setor financeiro estão em conversas para assumir o Auri Plaza como único inquilino.

“Um ativo acima de 10 mil m² na micro-região tende a encontrar um mercado mais preparado para absorção”, avalia a Newmark.

Vacância pode se aproximar de 20%

A vacância de alto padrão na Vila Olímpia recuou para 15,3% no primeiro trimestre de 2026 — cerca de 50 mil metros quadrados vagos.

Contudo, a devolução do Master ainda não está refletida nos dados, o que pode elevar a taxa para próximo de 20% nos próximos meses.

Os analistas do Bradesco BBI, no entanto, não veem motivo para alarme.

A nova vacância deve ser absorvida dentro dos próximos meses, sem impacto relevante nos preços e na dinâmica da região”, afirmam Chanes, Lourenço e Larissa Monte.

A demanda por grandes espaços segue aquecida. A média de área locada em São Paulo atingiu 1.923 metros quadrados no primeiro trimestre — o maior nível desde o quarto trimestre de 2022 —, impulsionada pela retomada do presencial e pela consolidação de escritórios.