A Petrobras (PETR3; PETR4) pode estar acumulando perdas de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões ao manter o preço do diesel abaixo da paridade internacional desde o início do conflito no Irã.
O alerta foi feito pelo conselheiro Francisco Petros, em posição que, embora não represente a visão majoritária do conselho de administração, reacende um temor antigo dos investidores.
“A postura destaca o desconforto dos investidores de que a Petrobras possa novamente priorizar a estabilidade de preços em detrimento da lucratividade“, aponta o relatório.
Preços do diesel da Petrobras em comparação com a paridade de importação e exportação (R$/litro)

A gasolina segue cerca de 30% abaixo da paridade internacional, com ajustes no diesel ainda limitados. O mercado monitora de perto qualquer sinalização de retorno a uma política de preços motivada por razões políticas — prática que marcou negativamente a gestão da estatal no passado.
Vale ressaltar que o controle de preços dos combustíveis é um tema que já foi visto em outros momentos de disputas eleitorais no Brasil.
Braskem Idesa no centro da agenda
Em paralelo, a CEO Magda Chambriard viaja ao México nesta semana para tratar da crise na Braskem Idesa (BRKM5).
O problema central é o fornecimento insuficiente de etano pela Pemex, estatal mexicana, que tem limitado a utilização das plantas e comprimido a geração de caixa da joint venture.
“Os custos permanecem estruturalmente insustentáveis“, aponta o relatório — mesmo com a empresa tendo parcialmente contornado a escassez por meio de importações de etano via terminal dedicado.
A viagem de Chambriard sinaliza que o tema ganhou prioridade máxima na agenda da companhia. Uma solução negociada com o governo mexicano e a Pemex é considerada essencial para estabilizar a operação e permitir que a Braskem Idesa volte a gerar caixa de forma consistente.






