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Consumo de caixa e elevada alavancagem: os vilões da CSN Mineração

Consumo de caixa e elevada alavancagem: os vilões da CSN Mineração

O relatório aponta que, mesmo com a forte correção nas cotações, as ações CMIN3 seguem sendo negociadas a um EV/Ebitda em linha com a média histórica

A CSN Mineração (CMIN3) tem alguns vilões com os quais precisa lidar neste ano. Tratam-se do consumo relevante de caixa da companhia e a elevação da alavancagem observada no quarto trimestre do ano passado, resultante da transação envolvendo a MRS. Relatório da BB Investimentos avalia que esses fatores podem reforçar receios de um aumento ainda maior desse indicador à frente, especialmente diante do volume expressivo de investimentos planejados pela companhia para os próximos anos: R$ 13,2 bilhões de desembolsos entre 2025 e 2030.

“Só que, em 2025, os investimentos para expansão somaram apenas R$ 1 bilhão, então o ritmo deve acelerar mais forte a partir deste ano”, diz trecho do relatório.

Outro ponto de atenção é a elevada exposição da companhia à modalidade spot de fretes marítimos, já que usualmente essa linha impacta significativamente as margens operacionais da CSN Mineração, e têm se mantido em patamar mais elevado, especialmente diante do ambiente de tensões geopolíticas e elevados preços de combustíveis.

Recomendação de venda

O relatório aponta que, mesmo com a forte correção nas cotações, as ações CMIN3 seguem sendo negociadas a um EV/Ebitda em linha com a média histórica, que, em conjunto com o limitado potencial de valorização para o novo preço-alvo para este ano de R$ 5,40, bem como com as preocupações mencionadas, leva a BB a reiterar a recomendação de venda para o papel.

Embora o cenário seja nebuloso do ponto de vista da alavancagem e do consumo de caixa e a despeito da recomendação de venda para a ação, a casa de análise avalia que a CSN Mineração apresentou melhora operacional sequencial nos últimos trimestres, possibilitada pela combinação de fatores internos, como o forte ritmo de produção e custos competitivos, e externos, como a demanda de mercado aquecida e preços de minério favoráveis.

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“Acreditamos que a manutenção desse cenário deverá continuar trazendo bons resultados operacionais em 2026”, diz outro trecho do relatório.

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