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Mesmo com prévia fraca, BTG vê 18% de alta para Cyrela (CYRE3) com boa perspectiva de macro

Mesmo com prévia fraca, BTG vê 18% de alta para Cyrela (CYRE3) com boa perspectiva de macro

BTG mantém compra com alvo de R$ 40; Itaú BBA aponta atraso no registro de vendas e trabalha com preço-alvo de R$ 33.

O BTG Pactual manteve a recomendação de compra para a Cyrela (CYRE3), com preço-alvo de R$ 40 para os próximos 12 meses e potencial de alta de 18%, mesmo após uma prévia operacional abaixo das projeções no terceiro trimestre de 2026. A estimativa usa como referência a cotação de R$ 33,91.

Além disso, o Itaú BBA também classificou os números como mais fracos do que o esperado e manteve outperform, recomendação de compra, expectativa de desempenho acima da média do mercado.

Nos relatórios divulgados na terça-feira (13), os bancos apontam dificuldades na Vivaz, marca do Minha Casa, Minha Vida, e nas vendas de alta renda.

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Vendas abaixo das projeções

As vendas líquidas somaram cerca de R$ 2,7 bilhões, queda de 23% em um ano, considerando 100% dos empreendimentos e incluindo permutas. O valor ficou 14% abaixo da estimativa do BTG e 23% abaixo da projeção do BBA. Na parcela atribuída à Cyrela, foram R$ 2,12 bilhões, recuo de 14% na comparação anual.

“Os números operacionais do terceiro trimestre de 2026 ficaram abaixo das nossas projeções devido a vendas mais lentas de estoque nos segmentos de média e alta renda e, principalmente, ao fraco desempenho no Minha Casa, Minha Vida (a velocidade de vendas caiu para 17% no terceiro trimestre de 2026, ante uma média de cerca de 30% nos trimestres anteriores), provavelmente refletindo restrições na Caixa Econômica Federal”, avaliam Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris, do BTG.

O Itaú BBA acrescenta uma explicação para parte da fraqueza na alta renda, as diversas vendas no loteamento Heritage Riviera ocorreram no fim do trimestre. Segundo o banco, não houve tempo suficiente para receber as entradas e reconhecer formalmente essas transações como vendas.

Juros sustentam tese

A manutenção da compra pelo BTG está apoiada na perspectiva de juros menores e no preço das ações em relação ao lucro esperado. O banco considera esse múltiplo atrativo, apesar da fraqueza dos números operacionais.

“Apesar de um terceiro trimestre fraco, mantemos nossa recomendação de compra para a Cyrela, pois acreditamos que a companhia se beneficiará bastante de juros mais baixos no Brasil, enquanto negocia a sete vezes o lucro estimado para 2027, o que consideramos atrativo”, afirmam os analistas do BTG.

Na avaliação do BBA, a Cyrela negocia a 1,2 vez seu patrimônio tangível projetado para o fim de 2026. Uma incorporadora com a rentabilidade da companhia poderia alcançar de 1,4 a 1,5 vez esse patrimônio em um cenário de juros reais de longo prazo de 5% a 5,5%, segundo o banco.

“Apesar dos números mais fracos, uma perspectiva macroeconômica mais favorável para os juros de longo prazo continua sendo o principal catalisador para a ação — incluindo a potencial venda de sua torre corporativa (que poderia destravar valor equivalente a 3% a 4% do valor de mercado) e uma maior confiança dos consumidores, que poderia sustentar as vendas de estoque de alta renda”, destaca o Itaú BBA.

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Alvos diferentes

O contraponto aparece também no quadro de preços. O Itaú BBA trabalha com alvo de R$ 33 para 12 meses, abaixo da cotação de R$ 35,23 usada em seu relatório. A tabela indica potencial de queda de 6,3%, mesmo com a recomendação de outperform mantida.

Na referência adotada pelo BTG, a valorização estimada de 18%, somada ao dividend yield projetado de 9,3%, resulta no retorno total esperado de 27,3%.