O mercado de luxo em Hong Kong apresentou resultados expressivos durante a Golden Week, tradicional feriado nacional da China. O K11 Musea, um dos destinos de compras de alto padrão da cidade, registrou crescimento de 75% nas vendas de marcas internacionais de luxo entre os integrantes de seu programa de relacionamento, em comparação com o mesmo período de 2025.
De acordo com informações publicadas pela Inside Retail Asia, os gastos dos turistas no empreendimento também avançaram 26% na comparação anual. Os números chamam a atenção em um momento de desaceleração do consumo de luxo em diferentes mercados internacionais.
Operado pela New World Development, o shopping atribui parte do desempenho à renovação de seu portfólio de marcas e à chegada de novas boutiques internacionais, que fortaleceram sua posição como destino de compras durante a temporada turística.
Prada, Miu Miu e Max Mara reforçam o luxo em Hong Kong
Entre as novidades que contribuíram para movimentar o K11 Musea estão uma loja-conceito duplex da Prada, uma nova boutique da Miu Miu e um espaço de dois andares da Max Mara.
As inaugurações fazem parte de um programa de renovação comercial desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, com o objetivo de ampliar a presença de marcas internacionais e atrair consumidores de alto poder aquisitivo.
O resultado também apareceu em outras categorias. A moda em geral registrou crescimento de 25% em relação ao ano anterior, enquanto joias e relógios permaneceram entre os principais responsáveis pelo volume de vendas do empreendimento.
A combinação de grifes reconhecidas e novos conceitos de loja reforça a estratégia do K11 Musea de manter sua relevância entre os consumidores interessados em moda, design e experiências de compras sofisticadas.
Athleisure dispara 279% e ganha protagonismo
Um dos dados que mais surpreenderam durante a Golden Week veio do segmento de athleisure, tendência que combina roupas esportivas com peças pensadas para o cotidiano.
Os gastos dos membros do programa de relacionamento nessa categoria cresceram impressionantes 279% em relação ao mesmo período de 2025, superando o desempenho das demais categorias analisadas.
O avanço aconteceu após a inauguração, em setembro, da primeira loja da americana Alo Yoga na Grande China, localizada no próprio K11 Musea. A chegada da marca, conhecida por suas roupas de yoga e peças que transitam entre atividades físicas e produções casuais, reforçou a presença da moda esportiva no empreendimento.
Outras inaugurações recentes, como as lojas da Hoka e da Kailas, também ajudaram a ampliar a oferta de produtos ligados ao esporte, ao bem-estar e às atividades ao ar livre.
O movimento evidencia uma transformação nos hábitos de consumo premium. Peças que valorizam conforto, funcionalidade e estilo conquistam espaço ao lado das tradicionais maisons de luxo, refletindo a aproximação entre moda, lifestyle e bem-estar.
O que os resultados revelam sobre o consumo de luxo?
O desempenho do K11 Musea oferece um sinal positivo para o varejo de alto padrão em Hong Kong, embora os números não representem uma recuperação generalizada do mercado chinês de luxo.
Os percentuais divulgados correspondem especificamente aos resultados do shopping durante a Golden Week, período tradicionalmente importante para o turismo e o comércio.
Ainda assim, o crescimento observado revela como a seleção de marcas, a renovação dos espaços comerciais e a capacidade de acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores podem influenciar os resultados do varejo.
Para Huang Shaomei, CEO da New World Development, os números refletem os efeitos do programa de aprimoramento desenvolvido pela companhia nos últimos dois anos, que busca consolidar o K11 Musea como destino de compras para turistas e clientes de alta renda.
Com novas inaugurações internacionais previstas para o último trimestre de 2026, o empreendimento pretende dar continuidade à estratégia de fortalecimento de seu portfólio.
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