O rali da Bolsa brasileira provocou mudanças no ranking das empresas mais valiosas da B3. Entre 2 e 13 de outubro de 2026, o número de companhias com valor de mercado superior a R$ 100 bilhões passou de 10 para 12, segundo levantamento da Elos Ayta.
A principal alteração foi a ascensão do BTG Pactual (BPAC11), que ultrapassou a Vale (VALE3) e assumiu a terceira posição entre as empresas de capital aberto mais valiosas do país, atrás apenas da Petrobras (PETR3; PETR4) e do Itaú Unibanco (ITUB4).
No período analisado, o valor de mercado do BTG Pactual cresceu 13,2%, alcançando R$ 309,6 bilhões. Na direção oposta, a Vale registrou queda de 6,9%, para R$ 285,8 bilhões. Com o movimento, o banco reverteu uma desvantagem de R$ 33,3 bilhões observada no início do mês e passou a superar a mineradora em R$ 23,8 bilhões.
A mudança reflete a dinâmica do mercado durante o recente movimento de valorização dos ativos brasileiros, marcado pela maior procura por empresas com exposição à economia doméstica, especialmente instituições financeiras e companhias ligadas ao mercado de capitais. Em contrapartida, parte das empresas mais dependentes do cenário internacional e do ciclo de commodities apresentou desempenho menos favorável.
Sabesp e B3 entram no grupo das maiores
O levantamento da Elos Ayta também identificou mudanças entre as empresas que ocupam as posições seguintes do ranking. A Sabesp (SBSP3) e a B3 (B3SA3) ultrapassaram a marca de R$ 100 bilhões em valor de mercado e passaram a integrar o grupo das maiores companhias listadas na Bolsa.
A Sabesp subiu da 11ª para a 10ª posição, enquanto a B3 avançou do 13º para o 11º lugar. Já o Santander Brasil (SANB11) recuou da 10ª para a 12ª colocação, apesar de registrar crescimento de 2,5% em seu valor de mercado no período.
Com essas alterações, o grupo das empresas avaliadas em mais de R$ 100 bilhões passou a reunir 12 companhias, reforçando a concentração de valor de mercado entre os principais nomes da Bolsa brasileira.
Setor financeiro concentra quase metade do valor de mercado
A nova configuração evidencia o peso do setor financeiro no mercado acionário brasileiro. Das 12 empresas com valor de mercado superior a R$ 100 bilhões, seis pertencem ao segmento: Itaú Unibanco, BTG Pactual, Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander Brasil e B3.
Juntas, essas companhias representam 44,4% do valor de mercado agregado do grupo, segundo a Elos Ayta. O resultado destaca a relevância dos bancos e da infraestrutura do mercado de capitais na composição das maiores empresas listadas no país.
As outras seis companhias são Petrobras, Vale, Ambev (ABEV3), WEG (WEGE3), Axia Energia (AXIA3) e Sabesp.
Petrobras e Itaú ampliam liderança
Na liderança do ranking, Petrobras e Itaú Unibanco mantiveram suas posições e ampliaram conjuntamente seu valor de mercado em aproximadamente R$ 137 bilhões entre 2 e 13 de outubro.
Ao final do período, as duas empresas somavam cerca de R$ 1,35 trilhão em valor de mercado, o equivalente a 41,4% do total de R$ 3,27 trilhões concentrado nas 12 companhias que superavam a marca de R$ 100 bilhões.
O avanço reforça a distância entre as líderes e as demais empresas do ranking, além de evidenciar a concentração de valor de mercado em um número restrito de companhias.
Expectativa de juros menores favorece empresas domésticas
Os dados apontam que bancos, empresas ligadas ao mercado de capitais e companhias com maior exposição à economia brasileira estiveram entre as principais beneficiadas pela recente reprecificação dos ativos.
Esse movimento é compatível com as expectativas de redução dos juros e de melhora do ambiente econômico doméstico, fatores que podem favorecer empresas sensíveis às condições de crédito, à atividade econômica e ao apetite dos investidores por ativos brasileiros.
O levantamento comparou os valores de mercado das empresas listadas na B3 em 2 e 13 de outubro de 2026, identificando as companhias que superaram a marca de R$ 100 bilhões em cada data e as mudanças de posição no ranking.
O cálculo considera as cotações das ações e a quantidade de papéis de cada companhia. Por isso, as variações apresentadas refletem mudanças no valor de mercado das empresas e não correspondem necessariamente à rentabilidade acumulada de suas ações no período.






