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Expectativas do setor financeiro no 3T26: BBA prefere B3 e BTG e vê riscos para BB e Bradesco

Expectativas do setor financeiro no 3T26: BBA prefere B3 e BTG e vê riscos para BB e Bradesco

Prévia dos balanços do 3T26 destaca perspectivas para 2027, com pressão sobre o crédito dos grandes bancos e sinais de recuperação no mercado de capitais

O Itaú BBA mantém B3 ($B3SA3) e BTG Pactual (BPAC11) entre as principais escolhas para o setor financeiro, com recomendação de compra, enquanto vê riscos para as estimativas de Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).

A XP (XP) também integra as preferências do banco, com recomendação de compra.

“A temporada de resultados do terceiro trimestre de 2026 do setor financeiro brasileiro se aproxima, mas os números do trimestre terão menos relevância. O foco estará nos indicadores capazes de sustentar revisões das estimativas de lucro para 2027, em um cenário mais favorável”, escrevem os analistas Pedro Leduc, William Barranjard e Kelvin Dechen, em relatório.

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B3 e BTG

Para a B3, o banco projeta lucro de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre, queda de 5% frente ao segundo. O volume financeiro médio diário negociado em ações deve recuar de R$ 33 bilhões para R$ 29 bilhões.

“Apesar da queda no trimestre, setembro foi o mês mais forte e os volumes já observados no 4T26 apontam para melhora dos resultados até o fim do ano”, afirma o BBA.

No BTG, a estimativa é de lucro líquido ajustado de R$ 5,2 bilhões, alta de 2% frente ao trimestre anterior e de 15% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deve atingir 25,5%.

“A carteira de crédito para empresas deve crescer 22% ao ano e as áreas de gestão de patrimônio e de recursos devem receber R$ 35 bilhões em novos recursos líquidos. O resultado reforça a capacidade do banco de crescer, mesmo com pouca contribuição do mercado de capitais”, avalia o BBA.

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Bancos, seguros e pagamentos

No Banco do Brasil, a previsão é de crescimento de apenas 2% da carteira de crédito, com provisões ainda elevadas — recursos reservados para possíveis perdas com empréstimos. O Itaú BBA mantém recomendação neutra para a ação.

“Entre os grandes bancos, porém, o cenário deve ser mais desafiador, com desaceleração do crédito, margens financeiras mais fracas e custo de risco elevado. Vemos maior risco de queda para as estimativas de 2027 do Banco do Brasil, enquanto nossa projeção para o Nubank (NU; ROXO34) em 2027 é a mais distante do consenso de mercado. Um terceiro trimestre mais fraco do Bradesco em crédito também pode levar a cortes nas estimativas para 2027”, apontam os analistas.

Para o Bradesco, o BBA espera lucro de R$ 7,2 bilhões, alta de 15% na comparação anual, e ROE de 16,2%. O crédito deve avançar 10%, mas em ritmo menor, o que pode pressionar a estimativa de lucro de R$ 32,5 bilhões para 2027.

Para o Nubank, também com recomendação neutra, o BBA estima lucro de US$ 4,6 bilhões em 2027, 15% abaixo do consenso de mercado.

Em seguros, o BBA vê pouco espaço para revisões positivas de lucro. A BB Seguridade (BBSE3), com recomendação de venda, deve ter lucro de R$ 2,2 bilhões, queda de 15% na comparação anual. Para a Caixa Seguridade (CXSE3), a previsão é de R$ 1,1 bilhão, alta de 1%.

Nos meios de pagamento, o crescimento fraco do volume processado e as condições desfavoráveis do crédito justificam cautela, mesmo diante de uma possível Selic menor. A dLocal aparece como destaque, com lucro projetado de US$ 69 milhões, avanço de 33% na comparação anual.

Entre os bancos menores, o Banco Pine (PINE4) se destaca, com lucro estimado de R$ 179 milhões, alta de 72% em relação ao mesmo período de 2025.

“Após a valorização recente das ações, o potencial de alta dos preços-alvo atuais ficou mais limitado para várias empresas. Assim, esperamos a divulgação dos resultados e mais clareza sobre o cenário econômico de 2027 antes de uma revisão completa da cobertura”, conclui o Itaú BBA.