Os resultados da CPFL (CPFE3) vieram em linha com o esperado, segundo relatório do banco Safra sobre o balanço da companhia referente ao primeiro trimestre do ano. Porém, o valuation ainda é um obstáculo, tanto que o banco de investimentos manteve recomendação neutra.
“O desempenho da companhia permaneceu sólido em todos os segmentos. A unidade de distribuição segue apresentando menores volumes, mas a eficiência operacional mais do que compensou esse efeito”, ressaltou análise do Safra.
De acordo com o documento, a surpresa positiva ficou por conta do lucro líquido, graças a fatores como resultado de equivalência patrimonial acima do esperado; e maiores receitas financeiras, parcialmente compensadas por impostos e participação de minoritários mais elevados.
“A inadimplência ficou em 0,6% da receita bruta, ante 0,5% no quarto trimestre de 2025, em linha com nossa estimativa. Já o índice de perdas melhorou para 9,55%, com queda de 0,2 ponto-base na comparação trimestral”, diz outro trecho do relatório do Safra.
Ebitda ajustado em linha com projeções
Com isso, o banco informou que o Ebitda ajustado das unidades de distribuição e comercialização ficou em linha com as projeções da instituição, enquanto o segmento de transmissão superou nossa estimativa em 12% e o de geração ficou 3% abaixo do esperado.
Apesar dos dados positivos, as receitas reportadas, excluindo construção, cresceram 7% na comparação anual, ficando 5% abaixo da projeção do Safra.
Segundo o documento, o avanço decorreu principalmente de fatores como maior reconhecimento de ativos regulatórios e aumento dos recursos da CDE, em razão da mudança na metodologia de cobrança para consumidores de baixa renda; receitas de contratos de energia beneficiadas pela inflação, apesar dos menores volumes dos parques eólicos na unidade de geração; e aumento das receitas no segmento de transmissão, impulsionado pelo reajuste tarifário do ciclo 2025/2026.
O relatório ainda informou que a companhia reportou aumento de 12,7% no custo de energia comprada para revenda, ficando 4% acima da estimativa.
“O movimento foi impulsionado por maiores preços em leilões, contratos bilaterais e mercado de curto prazo”, completa.
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