O mercado de criptomoedas opera em queda nesta sexta-feira, com o Ethereum recuando 2,6%, negociado a US$ 2.221, e o Bitcoin cedendo 2,3%, a US$ 79.198.
O movimento ocorre em meio à combinação de juros americanos em alta e fluxo negativo nos ETFs de Ethereum nos Estados Unidos — quadro que limita o apetite dos investidores mesmo diante de um ambiente regulatório mais favorável em Washington.
A avaliação é da Nexo, plataforma especializada em criptoativos, em relatório divulgado nesta semana.
Ethereum supera Bitcoin desde março
Apesar da fraqueza desta sessão, o Ethereum acumula desempenho superior ao Bitcoin desde a mínima recente.
Segundo a Nexo, o ETH fechou o dia 14 de maio a US$ 2.282, “22% acima de onde era negociado em 13 de março de 2025 — o inverso do comportamento de linha plana do Bitcoin, um sinal de que o ETH sustentou o terreno conquistado após o GENIUS Act, enquanto o BTC não.”
Ainda assim, a criptomoeda permanece 13% abaixo da média móvel de 200 dias, fixada em US$ 2.621 — nível que freou todos os ralis desde que o ciclo de alta reverteu. O teto de US$ 2.400 apontado pelos analistas como limiar de rompimento ainda não cedeu.
ETFs de Ethereum sangram capital
O canal dos ETFs tem sido fonte de oferta, não de demanda. Os fundos americanos de Ethereum à vista registraram saída líquida de US$ 186 milhões ao longo das últimas cinco sessões, com quatro dos cinco dias no campo negativo.
O patrimônio sob gestão (AUM) está em US$ 13,45 bilhões — “cerca de 35% abaixo do pico de US$ 20,84 bilhões registrado em 14 de janeiro”, aponta o relatório da Nexo. A persistência dos resgates reforça que a demanda institucional ainda não voltou com força suficiente para absorver a pressão vendedora.
Bitcoin aguarda voto no Senado
No campo do Bitcoin, o avanço do Clarity Act no Comitê de Serviços Bancários do Senado americano não foi suficiente para sustentar o ativo acima da média móvel de 200 dias. A plataforma alerta que “o que está definindo o preço agora são os juros.
O rendimento do Treasury de 2 anos está em 4,05%, o maior nível desde junho de 2025, quando o Bitcoin era negociado a US$ 104.000. Enquanto a pressão dos juros não arrefecer, o caminho legislativo é um motor de queima lenta.”
O histórico do GENIUS Act serve de referência: a aprovação em comitê gerou uma alta de 7,5% em duas semanas, que foi integralmente devolvida logo em seguida.
O rali duradouro só se materializou nos votos no plenário — e a máxima histórica de US$ 124.715 veio 207 dias depois. O próximo ponto de inflexão relevante para o Bitcoin, portanto, é o voto do Senado, não o avanço em comitê desta semana.
Leia também:






