As ações da Rumo (RAIL3) subiam cerca de 3% nesta quarta-feira (19), após o JPMorgan colocar a companhia sob observação para um “potencial catalisador positivo” relacionado à provável venda de uma participação da Cosan na empresa no curto prazo.

O banco, no entanto, reduziu o preço-alvo da Rumo de R$ 20 para R$ 19,50 e manteve a recomendação neutra para os papéis.
Segundo o JPMorgan, a eventual alienação da fatia detida pela Cosan pode destravar valor para a Rumo, embora a reação do mercado dependa principalmente do perfil do comprador e dos termos da operação.
Na avaliação dos analistas, o cenário mais provável é que a venda da participação pela Cosan funcione como um catalisador positivo para as ações da Rumo. A operação poderia alterar a estrutura acionária da companhia e aumentar a percepção de valor do ativo entre os investidores.
Apesar da visão mais construtiva em relação a um possível evento de curto prazo, o JPMorgan mantém uma postura cautelosa sobre a ação ao estabelecer um preço-alvo abaixo do nível anteriormente projetado.
Assim, a possível movimentação da Cosan passa a ser um dos principais pontos de atenção para os investidores da Rumo no curto prazo, especialmente diante da alta de cerca de 3% dos papéis no pregão.
Rebaixamento de rating
No mês passado, a agência de risco Moody’s havia rebaixado o rating corporativo da Rumo de “Ba2” para “Ba3”, em uma decisão que refletia o recente rebaixamento da controladora Cosan (CSAN3). Ao mesmo tempo, a agência de classificação de risco alterou a perspectiva da operadora logística de “em revisão” para negativa, indicando que o perfil de crédito da companhia segue pressionado.
Segundo a Moody’s, a revisão da nota da Rumo decorre diretamente da piora na avaliação de crédito da Cosan, que controla a empresa. A agência havia rebaixado anteriormente o rating da holding em razão da deterioração de sua estrutura financeira.






